sábado, 19 de abril de 2014

Destaques literários/Abril'14

Em comemoração aos 350 anos dos serviços postais no Brasil, o Museu da Pessoa lança durante a Exposição Filatélica Mundial - Brasiliana 2013 o livro Aproximando Pessoas 

Em formato de almanaque, apresenta em 150 páginas um hipertexto que combina excertos de histórias de vida gravadas pelo Museu da Pessoa nas cinco regiões do país durante suas expedições. Traz informações jornalísticas, jogos passatempos, rica iconografia, literatura e humor. Seu eixo temático é o impacto dos Correios na vida dos brasileiros, reunindo desde histórias de atletas como Falcão e Gustavo Kuerten, artistas como Nando Reis e Mauricio de Sousa, até a do médico Moacir Viggiano, que acabou virando personagens das  histórias de Ziraldo, e detentos.

Também há relatos de carteiros e trechos de cartas, como uma página daquela que é considerada a 1ª carta do Brasil, a Carta de Caminha, e um singelo bilhete enviado por Carlos Drummond de Andrade a um jovem poeta. Editado pelo Museu da Pessoa, tem como autores José Santos e Marcus Aurelius Pimenta.

Lançado o livro Aproximando Pessoas

O Museu da Pessoa tem por objetivo democratizar a construção da memória social por meio da valorização de histórias de vida de toda e qualquer pessoa da sociedade. O material coletado é organizado e disseminado por meio de produtos culturais como livros, exposições, documentários, sites etc., e utilizado posteriormente em projetos socioculturais, colaborando com a transformação da cultura e dos valores, promovendo o diálogo e contribuindo na difusão das memórias individuais e coletivas.
Em 20 anos de atuação, o Museu da Pessoa inspirou a criação de três outros museus, em Portugal, Canadá e EUA. Hoje conta com um acervo de 15 mil depoimentos de histórias de vida e 72 mil documentos e imagens que contam a história de instituições, cidades e de grupos sociais diversos.

Livros no Cinema-01

A Menina que roubava livros

Adaptado da obra homônima de Markus Zuzak, "A Menina que roubava livros" conta a história da jovem Liesel Meminger (Sophie Nélisse), uma garota que vive com pais adotivos na Alemanha durante a Segunda Guerra Mundial. Apaixonada por livros, ela acaba desenvolvendo o hábito de "roubar" obras para ler para o amigo Max (Ben Schnetzer), um judeu que mora clandestinamente em sua casa. A direção do filme é de Brian Percival, que já comandou alguns episódios da série britânica "Downtown Abbey".

domingo, 13 de abril de 2014

Instrumentos músicais criados por Leonardo da Vinci

Nesse dia 15 de abril comemorasse o aniversário de do grande gênio das artes Leonardo da Vinci e a Raposa Preppie presta uma homenagem em sua página blog a esse mestre!

Abaixo, três instrumentos criados por ele:

1 - A Lira da Braccio construída em prata, cuja a caixa acústica tinha formato de crânio de cavalo, foi um presente de Leonardo da Vinci para Ludovico Sforza - o Mouro. Ele foi oferecido em 1482, ano de sua chegada à Milão.

2 - O órgão de tubos de papel, com fole duplo e contínuo e teclado vertical foi inventado e descrito por Leonardo da Vinci no Código Madrid II. Ele representa uma revolução conceitual de enorme peso em sua época, antecipando em três séculos o acordeom moderno.

3 - Batizada por Leonardo da Vinci como "Viola Organista" este instrumento, descrito nos Códigos Madrid I e II, em "O Atlântico" e no "Manuscrito da França", representa o ápice da invenção leonardiana aplicada aos instrumentos musicais. Sua peculiaridade reside na possibilidade de se obter um grande número de sons sob o controle dos dez dedos, conseguindo assim, polifonias de expressividade ao se modificar a dinâmica e o som quando a corda vibra.
"Música é o alimento da alma e a mais brilhante das artes". (Leonardo da Vinci)
 * Publicado no blog RefFolk


A Europa nasceu na Idade Média?

Guilielmo Blaeuw, Europa, século XVIII
Com seu estudo sobre o passado, Le Goff quer participar da construção do presente, mas fica a pergunta: A Europa nasceu na Idade Média? 

Os debates acerca da adesão de novos países à Comunidade Européia, notadamente a Turquia, mostram as dificuldades de concretização do projeto de Europa subjacente à União Européia. Tais hesitações evidenciam o quanto há de arbitrário na noção de Europa. Que vem a ser a Europa? Quando se inicia sua história? Quais as bases de sua legitimidade? Jacques Le Goff aceita o desafio da questão: a Europa nasceu na Idade Média? A esta pergunta – que constitui o título francês da obra – o autor tenta responder afirmativamente a cada página.

Desde a década de 80, Le Goff passou a militar em favor da idéia de “Europa cultural”: unidade cultural ancestral que legitima a unidade econômica atual e os meios para sua efetivação. Tal legitimidade, deixa claro, se fundamenta na superioridade dos valores europeus, cujo humanismo e democracia são propostos ao mundo. A defesa da Europa reverte, assim, para aquela de uma certa globalização. Esta se caracterizaria igualmente pela difusão dos ideais europeus dos direitos do homem.

O texto foi concebido como um pequeno dicionário temático, realizando um apanhado geral das teses, métodos e teorias que marcaram as pesquisas do autor. Da junção entre a necessidade de defesa da “Europa cultural” e a Idade Média de Le Goff decorrem dificuldades. Estas não permitem ao autor realizar o esperado estudo das acepções históricas do termo “Europa”, o que deve ser atribuído a seu pequeno interesse para a comprovação da tese da obra. Assim, “Europa” permanece um termo vago – ora é o Ocidente, ora a cristandade, ora parece circunscrever-se à França e à Alemanha, ora inclui a Grécia para logo deixar de fazê-lo – cuja realidade é tecida a partir da afirmação da “europeicidade” dos temas de eleição do autor. Submetidos ao método da história global e à teoria da longa duração, estes elementos são perfilados sem que suas relações com a idéia de Europa sejam documentadas. 

As Raízes Medievais da Europa
Jacques Le Goff; Vozes; 384 págs.
Editado pela primeira vez em 2003, o livro apresenta-se como um, verdadeiro empreendimento europeu. Publicado simultaneamente na França, Alemanha, Inglaterra, Espanha e Itália, faz parte do projeto Faire de l'Histoire – coleção que pretende tratar de grandes temas da história européia. A despeito da resposta afirmativa à pergunta que constitui o título original da obra, esta começa com uma afirmação ponderada: “A Europa se constrói. É uma grande esperança”. O objetivo do estudo é portanto participar de uma construção do presente. A dificuldade de sustentar o empreendimento em um período recuado como o medieval, quando a noção de fronteira é incipiente e a amarração dos territórios e populações acontece fica evidente.

Resta ao leitor decidir se tem razão o autor ou aqueles que afirmam que, embora o termo “Europa” tenha uma longa história, a “idéia” de Europa é um fenômeno que tem como marco a Revolução Francesa – de onde derivam e se difundem os ideais modernos de direitos do homem, humanismo e democracia - e, mais recentemente, as disputas ideológicas em torno da reconstrução dos países destruídos pelas duas guerras mundiais.

Publicado por Néri de Barros Almeida (professora de história medieval da Unicamp) no blog Sentir com a Igreja em 07/05/12. 

quinta-feira, 20 de março de 2014

Poema de outono

Para celebrar a mudança de estação, um hai-kai de Mario Quintana e um trecho do poema "Volta o outono" de Pablo Neruda:
 
"Hai-Kai de Outono:
Uma borboleta amarela?
Ou uma folha seca
Que se desprendeu e não quis pousar?"
 Mario Quintana

"O cavalo do velho outono tem a barba vermelha
e a espuma do medo lhe cobre as faces
e a aragem que o segue tem forma de oceano
e perfume de vaga podridão enterrada."

 Pablo Neruda 

domingo, 16 de março de 2014

As histórias precisam de você para fazer parte da vida das crianças

Livros da Coleção Itaú de Livros infantis em 2011 e 2012
Do zero aos 5 anos, as crianças vivem um momento fundamental do seu crescimento. Ler para uma criança nessa fase ajuda a desenvolver o raciocínio, o vocabulário e a imaginação dela. Nos últimos anos, instituições como o Banco Itaú já distribuiu gratuitamente mais de 30 milhões de livros e, em 2013, vai levar novas histórias para todo o Brasil. Mas a parte importante depende de você: leia para uma criança.

Peça sua Coleção Itaú de Livros infantis: www.itau.com.br/itaucrianca
Texto adaptado do Itaú.

O mundo inteiro de Liz Garton Scalon e Marla Frazee: A praia deserta, a noite tranquila, o dia de chuva, a horta, a cozinha e a família reunida... O que seria o mundo inteiro? Leia para uma criança: esta obra com versos rimados retrata conceitos universais numa linguagem simples e delicada. Vencedor do prêmio Cadelcott Honor de melhor ilustração.
E o dente ainda doía de Ana Terra: Um jacaré folgado e largado não consegue descansar por causa de uma tremenda dor dente. E mesmo com a ajuda de outros bichos... o dente ainda doía! Leia para uma criança: e descubra como essa divertida história brinca e educa com números em um ritmo gostoso de lenga-lenga. 
Mas para esse humilde blogueiro nada tira a vontade de ler um bom livro infantil, mesmo que esteja em galego. Acreditem tive que adicionar a conta de usuário da editora no Facebook para tentar comprar esse livro.