sexta-feira, 7 de setembro de 2018

Novamente a polêmica do Kit Gay mas o que diz o livro infantil criticado por Bolsonaro?

Devido a mais uma polêmica levada devido a uso de um livro paradidático nas salas de aula devido ao teor pornográfico aos estudantes, A Raposa Preppie reproduz a reportagem exibida no Catraca Livre sobre o tema:
O livro em questão.

Na noite da última terça-feira, 28, durante entrevista no Jornal Nacional, o candidato Jair Bolsonaro  levou o livro infantil “Aparelho Sexual e Cia” à bancada do programa. Em um momento da acalorada conversa, o candidato à Presidência da República tentou mostrar às câmeras o conteúdo da publicação e, a plenos pulmões, enfatizou: “Um pai não quer chegar em casa e ver o filho brincando com boneca por influência da escola”.

Dada à repercussão, o jornalista Bruno Molinero, da Folha de S. Paulo, esmiuçou o conteúdo da obra escrita pelo autor suíço Philippe Chappuis – traduzida para mais de dez idiomas e que teve cerca de 1,5 milhão de exemplares vendidos. Chegou ao Brasil pela Companhia das Letras em 2007. 9Em inúmeros países da Europa, como a França, a publicação inspirou uma exposição infantil sobre sexualidade, com informações e atividades inspiradas nos capítulos.

Já no Brasil, em 2015, a Promotoria do Distrito Federal cobrou esclarecimentos sobre o livro à Companhia das Letras. Isso porque, pais questionaram o conteúdo de “Aparelho Sexual e Cia.”, adotado por um colégio.

Um ano depois, Jair Bolsonaro divulgou um vídeo em suas redes sociais onde resumia o livro a “uma porta aberta para a pedofilia” e afirmou que ele fora comprado por programas federais como o PNBE (Programa Nacional Biblioteca da Escola) e o PNLD (Programa Nacional do Livro Didático). A obra, na verdade, foi adquirida pelo MinC (Ministério da Cultura) para bibliotecas. E, ao contrário do que Bolsonaro insiste dizer, o MEC garante que o livro nunca esteve nos programas de distribuição de materiais didáticos. Mas, afinal, o QUE DIZ O POLÊMICO LIVRO?



“Dividido em seis capítulos, é um guia que utiliza toques de humor e linguagem de histórias em quadrinhos para falar sobre sexualidade, amor e relacionamento para o público infantojuvenil. Voltando ao livro, o primeiro capítulo fala de relacionamentos. O que é estar apaixonado? O que é sair com alguém? Como é beijar? O seguinte discorre sobre a puberdade e as mudanças corporais sofridas por garotos e garotas: mudanças na voz, crescimento dos seios, surgimento de pelos, acentuação dos odores etc.

Em seguida, vem a parte do sexo. Com linguagem didática, perguntas diretas e respostas claras, a obra explica o que é transar, o que é uma ereção, como funciona o orgasmo e a anatomia dos órgãos sexuais. A informação quase sempre é precisa e sem tabu.

Sobre o que é transar, por exemplo, o livro diz: “Quando você sente atração por uma pessoa, fica a fim de se aproximar cada vez mais dela. Assim, os namorados vão unir seus corpos pelos órgãos genitais. O órgão masculino é que vai penetrar o feminino”.

O quarto capítulo aborda a maternidade e a corrida dos espermatozoides rumo ao óvulo, mesclando ciência com linguagem de tirinhas de jornal. Depois é a vez de falar sobre contracepção e higiene. Por fim, há um serviço completo sobre quem procurar em casos de abuso ou pedofilia”.

Durante todo o livro, o personagem principal interage com o universo da sexualidade procurando gerar um efeito cômico. Ele se beija no espelho para treinar, não entende muito bem como funciona uma relação sexual e, muitas vezes, imagina as coisas da maneira mais literal possível.

Outro livro só encontrado em livrarias.
Ao contrário da histeria criada por determinados setores da política nacional,  “Aparelho Sexual e Cia” apresenta um conteúdo semelhante a de outras publicações para o público infatojuvenil. A exemplo da série publicada pela editora Melhoramentos no início dos anos 2000 com os títulos “Coisas Que Todo Garoto Deve Saber Sobre Garotas”, “Coisas Que Toda Garota Deve Saber Sobre Garotos” e “Beijos – Coisas Que Todo Mundo Quer Saber”.

Segundo recomendação da Unesco, a abordagem da educação sexual e de gênero nas escolas pode ser fundamental na prevenção à violência contra as mulheres. Em 2014, lançou um guia para os professores brasileiros sobre como abordar o conteúdo em sala de aula.

Ao contrário do que disse Bolsonaro, o MEC garante que nenhum desses livros nunca esteveram nos programas de distribuição de materiais didáticos...

Afinal de contas, um livro pode te fazer gay?

sábado, 18 de agosto de 2018

O lento fim da Editora Abril

O Pato Donald nº 1 (1950)
O encerramento das publicações Disney pela Editora Abril é apenas um dos mais recentes sinais da crise pela qual o Grupo Abril vem passando. E não é de hoje: desde a década passada, o grupo vem se desfazendo de suas marcas/parcerias/propriedades de mídia como Uol, TVA, MTV Brasil, HBO Brasil, ESPN Brasil, Eurochannel etc., e de dezenas de revistas tradicionais em vários segmentos como Contigo!, Men's Health, Capricho, Playboy, DC Comics etc. E agora, Disney, o que parece que o grupo não vai sobreviver até o fim da próxima década. Aqui vai um trecho que foi publicado n'O Globo.

"Acabou o casamento que durava 68 anos entre a editora Abril e a Disney. As revistas em quadrinhos de personagens como o Pato Donald, que foi a primeira publicação da casa editorial fundada por Victor Civita, não serão mais publicadas a partir de junho. Os últimos números com chancela da Abril irão às bancas e serão entregues aos assinantes em julho. Depois disso, não se sabe o destino do licenciamento.

Embora vários blogues especializados como o Planeta Gibi e o Universo HQ tenham dado a notícia, a redação responsável pela edição das revistas dentro da Abril não confirmou a interrupção da linha Disney. Foi o departamento de assinaturas da editora, por meio de uma carta do seu diretor, Ricardo Perez, aos assinantes, que acabou sendo o mensageiro das más notícias."

Pata Lee, personagem secundária.
Vários sites assim como este vem lamentando uma época histórica que muitos de nós, nascidos nas décadas de 1960 a 1990 testemunhamos muitas publicações realizadas pela editora que enterneceram gerações. Especula que a Panini, que detém os direitos de publicação da Disney na Itália possa dar novo lar as publicações assim como aconteceu com as de DC, Marvel e Mauricio de Souza. Mais uma vez podemos ver que inovações tecnológicas junto a aliança aos governos nos últimos 25 anos e mudanças das gerações de leitores provocando decadência e não havendo renovação ao número de jovens leitores da Disney, onde apenas adultos e pessoas muito mais velhas dão resultado a essa crise que passa a nona arte no Brasil.

domingo, 5 de agosto de 2018

As assustadoras previsões de Donald Trump em livros do século XIX

A internet foi abalada por um frenesi depois de vários livros escritos há mais de 100 anos, sobre as aventuras de um garoto chamado Barão Trump. Ingersoll Lockwood, escritor e romancista político americano, escreveu dois livros infantis intitulados: "A maravilhosa jornada subterrânea do Barão Trump", e "O pequeno barão Trump e seu maravilhoso cão Bulgar", bem como um tomo ameaçadoramente intitulado: "O último presidente", consignou o Daily Mail.

Frontispício de Baron Trump's Marvellous Underground Journey.

Os títulos dos livros e as conexões com o presidente Donald Trump e seu filho Barron são apenas o começo de vários coincidências assustadoras. Nos livros infantis, os romances contam a história de um garoto rico e aristocrático que vive em 'Castelo Trump' e é guiado em sua viagem à Rússia por um homem chamado 'Don'. O romance infantil diz "O caminho para a glória é cheio de armadilhas e perigos" é o slogan da família Trump escrito no final de 1890 pelo autor americano Ingersoll Lockwood. 

De acordo com as histórias, o pequeno Barão, entediado com sua vida de luxo e tem uma imaginação ativa e um "cérebro muito ativo", visita a Rússia em uma extraordinária aventura. Barão guiou-se através de sua aventura por "o mestre de todos os mestres", chamado "Don". Nas ilustrações da história do barão Trump, ele é luxuosamente vestido e adornado em jóias, enquanto ele deixa Trump Castle e começa sua jornada para a Rússia para encontrar uma entrada para as dimensões alternativas.


"The Last President", seu último livro.

Lockwood, como mencionado antes, também era um autor político. Ao contrário de seus livros infantis, escreveu o romance político "O Último Presidente", onde a história se abre em Nova York em tumulto. É no início de novembro logo após a eleição de um candidato extremamente oposto. A Casa Branca poderia ser o "Castelo Trump", de acordo com o volume do século XIX, chamado Casa do Barão Trump. O lado leste da cidade, onde a Marcha das Mulheres começou no dia seguinte à inauguração do governo de Donald Trump, está em um "estado de agitação". O livro diz que policiais gritavam pelas ruas como "grandes multidões estão sendo organizadas sob a direção de anarquistas e socialistas, e ameaçam saquear e saquear as casas dos ricos que os ofenderam e oprimiram durante tantos anos. "O Fifth Avenue Hotel será o primeiro a sentir a fúria da multidão", continua o romance. E no final houve uma cena de manifestantes se aproximando de Trump na 5ª Avenida, o dia em que o presidente Trump foi inaugurado, em 21 de janeiro de 2017. A Marcha das Mulheres terminou a apenas dois quarteirões da Trump Tower, localizada em a quinta avenida. Os manifestantes não se encontraram em frente à torre devido às barricadas policiais.

Barron Trump foi para a Rússia para explorar um portal para outra dimensão, uma alusão à viagem no tempo? Ninguém sabe, mas muitos exploram essas coincidências na internet.

sábado, 4 de agosto de 2018

Conheça o seu vocabulário, elemento!

Papa Maique Foxtrotes
Como acontece com outros idiomas, o português também possui diferênças regionais e inclusive girias entre determinados grupos profissionais. A Raposa Preppie tem a honra de publicar um pequeno vocabulário com termos usados pela polícia.

* Alfanumérica: número de placa de carro.
* Autuar: serve para designar registro de qualquer infração penal.
  
"Os elementos foram autuados em flagrante".

* Brevidade: rapidez, pressa. Se a brevidade estiver quentinha, é numa padaria.

"Proceda com brevidade ao local suspeito de homizio dos elementos."

* Charles Bravo: cabo da PM.
* Correto: Sim, entendido, ciente.
* Deslocar: andar, seguir.

"A viatura está em deslocamento para o local da ocorrência".

* Diligência: investigação. Donde se conclui que, em matéria de investigação, a polícia está no tempo das diligências (hehe).
* Doutor Delpol: delegado de polícia.
* Elemento: eliminou a palavra e assumiu o seu lugar (KKK).
* Elemento suspeito: geralmente é feio, pobre e mora longe. E tem cara de ladrão.
* Evadir-se: fugir. 

"Os incursos, ou seja, os criminosos, não fogem. Evadem-se".

* Extorsão: palavra que não existe mais no dicionário policial. Foi roubada.
* Genitora: mãe

"O elemento que escreve uma coisa dessas não tem genitora".

* Homizio: esconderijo.
* Incursão: batida policial.
* Lavrar a ocorreência: significa fazer o registro (De quê?) da ocorrência, ora.
* Negativo: Não, o inverso de positivo.
* NF: necessidade fisiológica.

"Todos tem necessidade de proceder uma NF de vez em quando".

* Ocorrência: fato policial.
* O mesmo: expressão que serve para designar o outro.

"O elemento foi detido em atitude suspeita e está sendo conduzido. O mesmo está incurso no artigo".

* Operação pneumático: troca de um pneu na viatura.
"Pneumático carecou, PM trocou".

* Papa Índio: embora pareça apelido de vingador do bispo Sardinha, significa pé-inchado. pobre coitado.
* Papa Maique: policial militar.
* Papa Maique Foxtrote: elemento feminino da Polícia Militar.
* Positivo: sim

"A pilha elétrica tem dois polos: o positivo e o negativo, correto?"
"Positivo, apesar do negativo."

* Proceder: o verbo da ação.
Policial não vai a determinado lugar, mas procede ao local; ele não almoça, mas procede uma RF etc.

* RF: refeição.
" O objetivo da Campanha contra a fome é a de que todos os brasileiros possam proceder diariamente uma RF."

* Trinca: maneira complicada de dizer três.
* Viatura: tem quatro pneus, motor, mas os civis insistem em chamá-la de carro.
* Zulu: a letra Z.

"O som produzido pelas abelhas é representado por uma trinca de zulus: ZZZ!"

Até mais...

domingo, 29 de julho de 2018

Curiosidades do Pato Donald

Parabéns, pato!
Aproveitando esse último domingo de férias escolares, A Raposa Preppie, vai postar algumas curiosidades sobre um dos mais conhecidos personagens de histórias em quadrinhos que ainda conquista nossos corações com seu jeito briguento de ser, o Pato Donald.
  • O nome completo do personagem é Donald Fauntleroy Duck.
  • A primeira frase dita por Donald em "A Galinha sábia", seu desenho de estréia, foi: "Quem? Eu? Oh, não, eu estou com dor de barriga."
  • O pato já participou de 196 filmes, ganhando um Oscar especial por "A face do Führer" de 1943, no qual o personagem joga um tomate na cara de Adolf Hitler. Além disso, esteve no Brasil em três longas metragens: "Alô amigos" (1943), "Você já foi à Bahia" (1945) e "Tempo de melodia" (1948).
  • A eterna namorada do pato, Margarida, era mexicana e atendia pelo nome de Donna Duck.
  • Em 1994, a Another Rainbow, uma empresa licenciada pela Disney, produziu cem estatuetas em porcelana chinesa para celebrar os 60 anos do personagem. Um colecionador norte-americano comprou a peça nº 1 por US$ 12,300.
  • No Brasil, a editora Abril lançou a revista do Pato Donald em 1950, ainda em circulação. Um dos exemplares da edição nº 1 foi trocado por um fusca. Já a edição 2.222 da revista publicada em 2001, trazia Donald e seus sobrinhos indo nadar.

sábado, 21 de julho de 2018

Bélgica e seus quadrinhos

Não é à toa que a Bélgica é um dos países com maior reconhecimento internacional nos quadrinhos, já que a sua própria seleção tem uma HQ! Trata-se de Les Diables Rouges, Os Diabos Vermelhos (apelido da seleção daquele país). Desenhado pelo artista belga Stédo e publicado neste ano de 2018, com o subtítulo de “A Epopeia Russa, a HQ conta as aventuras da seleção no mundial bem ao estilo de Asterix e Companhia.


Os quadrinhos estão entre as melhores criações da Bélgica.

Tintim, criando em 1929 por Hergé, é um dos mais famosos personagens de quadrinhos do mundo. O personagem é um intrépido repórter que, junto ao seu inseparável cãozinho Milu (Milou, no original), resolve mistérios pelo mundo a fora. Já foi traduzido para mais de 50 línguas e recebeu adaptações para animação, teatro e cinema. Duas aventuras do repórter foram alvo de controvérsia por representarem de maneira caricata e preconceituosa povos de outras nações. Sobre isso, o próprio autor se desculpou: "Ao conceber Tintim no Congo e Tintim no País dos Sovietes, ele estava sustentado por preconceitos do meio burguês no qual vivia. (…) Se tivesse de refazê-los, os faria de outro modo, certamente."
Fonte: Enciclopédia Capanga