quarta-feira, 20 de outubro de 2021

Machado de Assis e a Igreja do Diabo

Em 1884, Machado de Assis (Machadão, para os mais íntimos) escreveu o conto “A Igreja do Diabo”. A história tem mais de um século, mas mesmo assim as semelhanças com o que vivemos atualmente no Brasil de Bolsonaro é gritante… Quem conta os detalhes é o pessoal do Medo e Delírio em Brasília, em mais um episódio da parceria com o Intercept Brasil. (texto do Intercept Br no youtube)

A Igreja do Diabo é um conto do livro Histórias sem Data de Machado de Assis. "No conto, Diabo decide fundar sua própria religião, em que as pessoas seriam livres para praticar impiedades. Todavia a tendência humana à contradição leva seus adeptos a praticarem o bem".

terça-feira, 19 de outubro de 2021

Puta vida

"A vida é filha da Puta, a Puta é filha da vida. Eu nunca vi tantos filhos da Puta, na Puta da minha vida".

Bocage

sábado, 9 de outubro de 2021

Citações do Cardeal Richelieu


"Traição em política é uma questão de tempo".

"A experiência mostra que, prevendo com bastante antecedência os passos a serem dados, é possível agir rapidamente na hora de executá-los".

“Muitos dos homens que se poderiam salvar como particulares condenam-se como homens públicos.”

“Para agir corretamente no governo, é preciso ouvir muito e falar pouco.”

"Os grandes braseiros brotam das pequenas faíscas."

Cardeal Richelieu

sexta-feira, 8 de outubro de 2021

Curiosidades do Cardeal de Richelieu

Já parou pra pensar por que as facas de mesa são quase cegas e sem ponta? Dizem que o cardeal Richelieu ficou tão escandalizado de ver os convivas palitando os dentes com as facas de mesa que ele desceu na cozinha no dia seguinte e mandou tirar a ponta de todas elas.

Essa e outras deliciosas histórias da cozinha e de seus componentes por Bee Wilson, premiada jornalista de culinária estão no livro "Pense no Garfo".

Carta de pedido de compra do cardeal.


Por outro lado, aí está o Cardeal Richelieu, talvez melhor conhecido como o vilão dos Três Mosqueteiros, comprando açúcar e tabaco da Bahia em 31/08/1640. Sim, ieeso está num estudo de Thiago Krause, num registro em La Rochelle de 1640 de venda de açúcar, pau-brasil, tabaco vindo da Bahia num navio de um capitão genovês em nome do Cardeal Richelieu.

Carta de denuncia do embaixador espanhol.


O cardeal gostou tanto do açúcar e tabaco baianos que no ano seguinte (1641) fez os embaixadores franceses em Lisboa inventarem uma história mirabolante para conseguir licença para um capitão francês ir a Salvador fazer comércio - para indignação do castelhano que denunciou.


quinta-feira, 30 de setembro de 2021

A polêmica sobre "La spigolatrice di Sapri"

Uma reportagem publicada no Uol de ontem, sobre uma estátua seminua homenageando a personagem A Respigadora de Sapri (La spigolatrice di Sapri), uma personagem que abandona ser emprego para seguir o exército de Carlo Pisacane que invadiu o Reino de Nápoles onde morreram 300 homens.

A Respigadora de Sapri

O poema escrito em 1857 por Luigi Mercantini, retratava a mulher que foi esculpida de forma semi-nua, gerando protestos e discursões sobre machismo e chauvinismo da sociedade italuana na cidade italiana de Sapri.

A Raposa Preppie publica a versão original do poema (em italiano) a partir da versão publicada na Wikipedia:

«Eran trecento, eran giovani e forti,
e sono morti!

Me ne andava al mattino a spigolare
quando ho visto una barca in mezzo al mare:
era una barca che andava a vapore,
e alzava una bandiera tricolore.
All’isola di Ponza si è fermata,
è stata un poco e poi si è ritornata;
s’è ritornata ed è venuta a terra;
sceser con l’armi, e a noi non fecer guerra.
Eran trecento, eran giovani e forti,
e sono morti!

Sceser con l’armi e a noi non fecer guerra,
ma s’inchinaron per baciar la terra.
Ad uno ad uno li guardai nel viso:
tutti aveano una lagrima e un sorriso.
Li disser ladri usciti dalle tane,
ma non portaron via nemmeno un pane;
e li sentii mandare un solo grido:
“Siam venuti a morir pel nostro lido”.
Eran trecento, eran giovani e forti,
e sono morti!

Con gli occhi azzurri e coi capelli d’oro
un giovin camminava innanzi a loro.
Mi feci ardita, e, presol per la mano,
gli chiesi: “Dove vai, bel capitano?”
Guardommi, e mi rispose: “O mia sorella,
Vado a morir per la mia patria bella”.
Io mi sentii tremare tutto il core,
né potei dirgli: “V’aiuti il Signore!”
Eran trecento, eran giovani e forti,
e sono morti!

Quel giorno mi scordai di spigolare,
e dietro a loro mi misi ad andare:
due volte si scontrâr con li gendarmi,
e l’una e l’altra li spogliâr dell’armi:
ma quando fûr della Certosa ai muri,
s’udirono a suonar trombe e tamburi;
e tra ’l fumo e gli spari e le scintille
piombaron loro addosso più di mille.
Eran trecento, eran giovani e forti,
e sono morti!

Eran trecento e non voller fuggire,
parean tre mila e vollero morire;
ma vollero morir col ferro in mano,
e avanti a loro correa sangue il piano:
fin che pugnar vid’io per lor pregai,
ma a un tratto venni men, né più guardai:
io non vedea più fra mezzo a loro
quegli occhi azzurri e quei capelli d’oro.
Eran trecento, eran giovani e forti,
e sono morti!»

terça-feira, 21 de setembro de 2021

Poema do dia da árvore


Quando a última árvore tiver caído,
quando o último rio tiver secado,
quando o último peixe for pescado,
vocês vão entender que dinheiro não se come.

Feliz dia da Árvore

segunda-feira, 20 de setembro de 2021

O testamento político do Cardeal Richelieu

Eu considero uma falta gigantesca não haver livros escritos ou biografias do Cardeal Richelieu que por algum tempo me questiono pelo motivo. Lógico que o velho eminencia parda deve ter deixado algum tipo de manual político e esse manual pode estar em seu Testamento Político. São raríssimas as edições do livro além da pouca procura em editar um livro que pelo tempo que foi escrito pelo próprio cardeal, devido ao pouco interesse das editoras brasileiras. O Testamento Político foi editado poucas vezes e tem raríssimas edições à venda.

Antes de se tornar conselheiro de Luís XIII e o homem mais poderoso da França, o Cardeal Richelieu (1585-1642) teve de eliminar seus inimigos palacianos e alijar da corte até mesmo Maria de Médici, mãe do próprio monarca. Primeiro-ministro com mão de ferro, reprimiu os huguenotes na França, mas aliou-se aos protestantes na guerra contra a Espanha. Criador da Academia Francesa, foi o nome mais notável do processo de centralização de poder em torno do rei, ao restringir a autoridade das províncias e instituir intendentes. Este Testamento político – obra em que discorre não apenas sobre os feitos realizados durante a monarquia de Luís XIII, como também expõe de maneira clara e direta sua concepção de Estado e a forma de geri-lo – é aparentemente uma prestação de contas ao rei, mas revela-se um tratado de teoria política. Tornou-se não só o preferido de Luís XIV, mas também de Napoleão Bonaparte, e ombreia com as grandes obras do gênero, como O príncipe de Maquiavel.