domingo, 26 de junho de 2022

Mozart assassinado

“O que me atormenta, as sopas populares não remediam. O que me atormenta não são essas faces escavadas nem essa feiúra. É um pouco, em cada um desses homens, Mozart assassinado”

Saint Exupéry

Em “Terra dos homens”, o autor faz uma condenação humanística sobre as desigualdades sociais e o abandono da alma humana pelas políticas sociais na Europa de sua época. Ao falar da filosofia do jardineiro, chega à conclusão que há jardineiros para fazer belos jardins, mas “não há jardineiros para os homens”.

* Parte desse teto foi extraído do texto da Revista Aldeia: "Máquina de entortar homens" de Rejane Martins Pires, 08/03/2017

segunda-feira, 20 de junho de 2022

Poema de junho '22

Segue o teu destino,
Rega as tuas plantas, 
Ama as tuas rosas. 
O resto é a sombra 
De árvores alheias. 

A realidade 
Sempre é mais ou menos 
Do que nos queremos. 
Só nós somos sempre 
Iguais a nós próprios. 

Ricardo Reis (Fernando Pessoa)

domingo, 8 de maio de 2022

Resenha das obras de C. S. Lewis

O romance atemporal sobre uma viagem de ônibus do Inferno para o Céu. 

"Em O grande divórcio, C. S. Lewis novamente emprega seu formidável talento para fábulas e alegorias. O escritor se encontra no Inferno embarcando em um ônibus com destino ao Paraíso. A incrível oportunidade é que, quem quiser ficar no Céu, fica. Este é o ponto de partida para uma meditação extraordinária sobre o bem e o mal, a graça e o julgamento. A ideia revolucionária de Lewis é a descoberta de que os portões do Inferno estão trancados por dentro. Nas próprias palavras de Lewis, "Se insistirmos em manter o Inferno (ou mesmo a terra), não veremos o Céu: se aceitarmos o Céu, não seremos capazes de reter nem mesmo as menores e mais íntimas lembranças do Inferno."

"Eu li Lewis para conforto e prazer muitos anos atrás, e uma olhada nos livros reaviva minha antiga admiração." - John Updike

"Se sagacidade e sabedoria, estilo e erudição são requisitos para passar pelos portões de pérolas, o Sr. Lewis estará entre os anjos." - The New Yorker

"C. S. Lewis é o persuasor ideal para os que estão em dúvida, para o homem bom que gostaria de ser um cristão, mas percebe seu intelecto atrapalhando. " - New York Time Book Review

"Lewis, talvez mais do que qualquer outro escritor do século xx, forçou aqueles que o ouviam e liam suas obras a confrontarem suas próprias pressuposições filosóficas. " - Los Angeles Times.

Escrito após a trágica morte de sua esposa como uma forma de sobreviver aos momentos insanos do meio da noite, A anatomia de um luto é a reflexão honesta de C. S. Lewis sobre as questões fundamentais da vida, morte e fé em meio à perda. Esta obra contém as reflexões precisas e genuínas de Lewis sobre aquele período: Nada menos demoverá um homem? ou pelo menos um homem como eu? de seu pensamento meramente verbal e de suas crenças meramente nocionais. Ele tem de ser nocauteado antes de cair em si. Apenas a tortura revelará a verdade. Somente sob tortura ele mesmo a descobre. Este é um registro belo e inflexivelmente honesto de como até mesmo um crente firme pode perder todo o senso de significado no universo, e de como ele pode gradualmente se recompor.

Surpreendente e profético, A abolição do homem é um dos livros mais debatidos de C.S. Lewis. Nas poucas, porém densas páginas desta obra, o célebre autor britânico defende a moralidade absoluta e os valores universais, como o altruísmo, a caridade e o amor, além de expor as consequências da falta desses princípios na sociedade. Criticando os argumentos dos relativistas, a obra – agora em nova edição – alerta para os perigos de questionar os valores morais objetivos, comuns a todos, sem os quais os seres humanos correm o risco de perder a humanidade. Com bases sólidas e profundas, Lewis mostra que a tentativa de abolir a moralidade equivale, no fim, a abolir o próprio homem, e convida os leitores a não se render à tendência relativista que permeia a sociedade contemporânea.

Sobre C. S. Lewis

Clive Staples Lewis (1898-1963) foi um dos gigantes intelectuais do século XX e provavelmente o escritor mais influente de seu tempo. Era professor e tutor de Literatura Inglesa na Universidade de Oxford até 1954, quando foi unanimemente eleito para a cadeira de Inglês Medieval e Renascentista na Universidade de Cambridge, posição que manteve até a aposentadoria. Lewis escreveu mais de 30 livros que lhe permitiram alcançar um vasto público, e suas obras continuam a atrair milhares de novos leitores a cada ano.

quinta-feira, 5 de maio de 2022

Sobre o Cristo crucificado, por São Tomás de Aquino

 "E se Ele deu a vida por nós, então não deve ser difícil suportar quaisquer dificuldades que surjam por causa dele. Se você buscar paciência, não encontrará melhor exemplo do que a cruz".

São Tomás de Aquino



sábado, 30 de abril de 2022

A Chacrinha do Imperador e o estádio do Vasco da Gama

Acima, a imagem do quadro, guardado no Centro de Memória do Vasco da Gama, uma das únicas imagens de como era o terreno conhecido como Chacrinha do Imperador, onde foi contruído o estádio de São Januário. Abaixo, o estádio ainda em construção, sendo inaugurado no dia 21 de abril de 1927 com o jogo entre Vasco e Santos.


Houve uma grande solenidade no local antes do confronto, com a presença de autoridades da época. Os refletores só foram inaugurados cerca de um ano depois.

sábado, 2 de abril de 2022

Nada acontece duas vezes

Nada acontece duas vezes
nem acontecerá. Eis nossa sina.
Nascemos sem prática
e morremos sem rotina.

Mesmo sendo os piores alunos
na escola deste mundão,
nunca vamos repetir
nenhum inverno nem verão.

Nem um dia se repete,
não há duas noites iguais,
dois beijos não são idênticos,
nem dois olhares tais quais.

Ontem quando alguém falou
o teu nome junto a mim
foi como se pela janela aberta
caísse uma rosa do jardim.

Hoje que estamos juntos,
o nosso caso não medra.
Rosa? Como é uma rosa?
É uma flor ou é uma pedra?

Por que você tem, má hora,
que trazer consigo a incerteza?
Você vem – mas vai passar.
Você passa – eis a beleza.

Sorridentes, abraçados
tentaremos viver sem mágoa,
mesmo sendo diferentes
como duas gotas d’água.

(Wisława Szymborska, Um amor feliz)