sábado, 23 de outubro de 2021

O inimigo invisível

Trecho destacado de "Os Sertões"

Dá pra ver que a sanha de nossos militares em criar inimigos invisíveis é uma tradição antiga. Abaixo, trecho de "Os Sertões", onde é narrado a Guerra de Canudos. A motivação era defender a República contra os monarquistas, que na verdade eram apenas gente pobre e faminta. (texto retirado no twitter).

quarta-feira, 20 de outubro de 2021

Machado de Assis e a Igreja do Diabo

Em 1884, Machado de Assis (Machadão, para os mais íntimos) escreveu o conto “A Igreja do Diabo”. A história tem mais de um século, mas mesmo assim as semelhanças com o que vivemos atualmente no Brasil de Bolsonaro é gritante… Quem conta os detalhes é o pessoal do Medo e Delírio em Brasília, em mais um episódio da parceria com o Intercept Brasil. (texto do Intercept Br no youtube)

A Igreja do Diabo é um conto do livro Histórias sem Data de Machado de Assis. "No conto, Diabo decide fundar sua própria religião, em que as pessoas seriam livres para praticar impiedades. Todavia a tendência humana à contradição leva seus adeptos a praticarem o bem".

terça-feira, 19 de outubro de 2021

Puta vida

"A vida é filha da Puta, a Puta é filha da vida. Eu nunca vi tantos filhos da Puta, na Puta da minha vida".

Bocage

sábado, 9 de outubro de 2021

Citações do Cardeal Richelieu


"Traição em política é uma questão de tempo".

"A experiência mostra que, prevendo com bastante antecedência os passos a serem dados, é possível agir rapidamente na hora de executá-los".

“Muitos dos homens que se poderiam salvar como particulares condenam-se como homens públicos.”

“Para agir corretamente no governo, é preciso ouvir muito e falar pouco.”

"Os grandes braseiros brotam das pequenas faíscas."

Cardeal Richelieu

sexta-feira, 8 de outubro de 2021

Curiosidades do Cardeal de Richelieu

Já parou pra pensar por que as facas de mesa são quase cegas e sem ponta? Dizem que o cardeal Richelieu ficou tão escandalizado de ver os convivas palitando os dentes com as facas de mesa que ele desceu na cozinha no dia seguinte e mandou tirar a ponta de todas elas.

Essa e outras deliciosas histórias da cozinha e de seus componentes por Bee Wilson, premiada jornalista de culinária estão no livro "Pense no Garfo".

Carta de pedido de compra do cardeal.


Por outro lado, aí está o Cardeal Richelieu, talvez melhor conhecido como o vilão dos Três Mosqueteiros, comprando açúcar e tabaco da Bahia em 31/08/1640. Sim, ieeso está num estudo de Thiago Krause, num registro em La Rochelle de 1640 de venda de açúcar, pau-brasil, tabaco vindo da Bahia num navio de um capitão genovês em nome do Cardeal Richelieu.

Carta de denuncia do embaixador espanhol.


O cardeal gostou tanto do açúcar e tabaco baianos que no ano seguinte (1641) fez os embaixadores franceses em Lisboa inventarem uma história mirabolante para conseguir licença para um capitão francês ir a Salvador fazer comércio - para indignação do castelhano que denunciou.


quinta-feira, 30 de setembro de 2021

A polêmica sobre "La spigolatrice di Sapri"

Uma reportagem publicada no Uol de ontem, sobre uma estátua seminua homenageando a personagem A Respigadora de Sapri (La spigolatrice di Sapri), uma personagem que abandona ser emprego para seguir o exército de Carlo Pisacane que invadiu o Reino de Nápoles onde morreram 300 homens.

A Respigadora de Sapri

O poema escrito em 1857 por Luigi Mercantini, retratava a mulher que foi esculpida de forma semi-nua, gerando protestos e discursões sobre machismo e chauvinismo da sociedade italuana na cidade italiana de Sapri.

A Raposa Preppie publica a versão original do poema (em italiano) a partir da versão publicada na Wikipedia:

«Eran trecento, eran giovani e forti,
e sono morti!

Me ne andava al mattino a spigolare
quando ho visto una barca in mezzo al mare:
era una barca che andava a vapore,
e alzava una bandiera tricolore.
All’isola di Ponza si è fermata,
è stata un poco e poi si è ritornata;
s’è ritornata ed è venuta a terra;
sceser con l’armi, e a noi non fecer guerra.
Eran trecento, eran giovani e forti,
e sono morti!

Sceser con l’armi e a noi non fecer guerra,
ma s’inchinaron per baciar la terra.
Ad uno ad uno li guardai nel viso:
tutti aveano una lagrima e un sorriso.
Li disser ladri usciti dalle tane,
ma non portaron via nemmeno un pane;
e li sentii mandare un solo grido:
“Siam venuti a morir pel nostro lido”.
Eran trecento, eran giovani e forti,
e sono morti!

Con gli occhi azzurri e coi capelli d’oro
un giovin camminava innanzi a loro.
Mi feci ardita, e, presol per la mano,
gli chiesi: “Dove vai, bel capitano?”
Guardommi, e mi rispose: “O mia sorella,
Vado a morir per la mia patria bella”.
Io mi sentii tremare tutto il core,
né potei dirgli: “V’aiuti il Signore!”
Eran trecento, eran giovani e forti,
e sono morti!

Quel giorno mi scordai di spigolare,
e dietro a loro mi misi ad andare:
due volte si scontrâr con li gendarmi,
e l’una e l’altra li spogliâr dell’armi:
ma quando fûr della Certosa ai muri,
s’udirono a suonar trombe e tamburi;
e tra ’l fumo e gli spari e le scintille
piombaron loro addosso più di mille.
Eran trecento, eran giovani e forti,
e sono morti!

Eran trecento e non voller fuggire,
parean tre mila e vollero morire;
ma vollero morir col ferro in mano,
e avanti a loro correa sangue il piano:
fin che pugnar vid’io per lor pregai,
ma a un tratto venni men, né più guardai:
io non vedea più fra mezzo a loro
quegli occhi azzurri e quei capelli d’oro.
Eran trecento, eran giovani e forti,
e sono morti!»

terça-feira, 21 de setembro de 2021

Poema do dia da árvore


Quando a última árvore tiver caído,
quando o último rio tiver secado,
quando o último peixe for pescado,
vocês vão entender que dinheiro não se come.

Feliz dia da Árvore