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domingo, 8 de dezembro de 2013

Criaturas da imaginação

Em tempos de conscientização em defesa aos animais resolvi escrever um trecho sobre animais num texto da revista Veja (edição de 22/07/09)

Na literatura, os bichos já eram pares dos seres humanos - como hoje o são nos lares.
Cena de Moby Dick.
  • Homero (século IX ou VIII a.C) - Argos, o cão do herói Ulisses no épico Odisseia, é a imagem da fidelidade: morre de emoção ao reencontrar seu amo, depois de uma ausência de vinte anos.
  • Fábulas - Nas histórias do grego Esopo, do francês La Fontaine ou do dinamarquês Hans Christian Andersen, os animais representam qualidades e defeitos morais dos humanos. A raposa é a experteza e o lobo, a maldade.
  • Herman Melville (1819 - 1891) - Moby Dick, a baleia sanguinária do romance do autor americano, é uma alegoria da impotência do homem diante das forças da natureza. Em sua obsessão por vencer o animal, o capitão Ahab acaba morto.

sábado, 15 de janeiro de 2011

Editora retira a palavra 'nigger' de obras de Twain

Texto original de O Globo:

O revisionismo politicamente correto acaba de atingir um dos mais populares autores da História da literatura americana. Lançados em 1876 e 1885, respectivamente As Aventuras de Tom Sawyer e As Aventuras de Huckleberry Finn, ambos escritos por Mark Twain, ganharão novas edições em que a palavra em inglês nigger (um termo pejorativo para se referir a negros) será substituida por "escravo", a fim de não ofender os leitores.

Segundo o professor Alan Gribben, que está organizando as novas publicações para a editora NewSouth Books, a palavra nigger aparece 219 vezes em Huckleberry Finn e quatro em Tom Sawyer. Os romances serão lançados em fevereiro, mas já geram controvérsia nos EUA. Apesar de muitas escolas americanas não adotarem os livros de Twain por conta do termo, especialistas dizem que as mudanças não refletem o tempo em que o autor escreveu sua obra.