domingo, 8 de março de 2020

Feliz dias da mulheres

Mulher,
Se casa cedo, perdeu a juventude
Se escolher casar tarde, vai ficar pra titia
Se prefere se dedicar aos estudos, é imatura
Se começa a trabalhar cedo, é a ovelha negra
Se trabalha pouco, é a dependente
Se trabalha muito, é fuga pra não estar em casa
Se dedica seu tempo ao marido, é besta
Se não dedica, é a esposa ruim
Se casa e não tem filhos, não pensa na família
Se tem filhos logo que casou, perdeu a melhor fase do casamento
Se tem só um filho, vai deixar o irmão sozinho
Se tem muitos, como é que vai criar?
Se cuida bem do esposo, não é boa mãe
Se cuida bem dos filhos, não é boa esposa
Se está gorda, está infeliz
Se está magra, está doente
Se continua gorda, se acomodou
Se começa a emagrecer, arranjou outro
Se está cansada, é preguiçosa
Se é ativa demais, é porque não consegue parar
Se não se arruma, se entregou
Se investe seu tempo com beleza, é porque não tem o que fazer
Se liga pra saber como está, é aquela que pega no pé
Se não liga, é a que não está nem aí
Se tem um momento com as amigas, esqueceu da família
Se só vive pra família, é a que esqueceu das amigas
Se viaja sozinha, está em crise
Se viaja em família, não sabe o que é a liberdade
Se faz carinho, está querendo algo
Se não faz, é porque mudou muito
Se grita e perde as estribeiras, é descontrolada
Se silencia, é a que ignora
Se mudou muito, era melhor como antes
Se for como antes, precisa mudar!

Dia Internacional da mulher
Seja quem você deseja ser ❤

Texto:Thatyannabritto

sábado, 22 de fevereiro de 2020

"O que há em mim é sobretudo cansaço" de Álvaro de Campos

"O que há
O que há em mim é sobretudo cansaço —
Não disto nem daquilo,
Nem sequer de tudo ou de nada:
Cansaço assim mesmo, ele mesmo,
Cansaço.


A sutileza das sensações inúteis,
As paixões violentas por coisa nenhuma,
Os amores intensos por o suposto em alguém,
Essas coisas todas —
Essas e o que falta nelas eternamente —;
Tudo isso faz um cansaço,
Este cansaço,
Cansaço.


Há sem dúvida quem ame o infinito,
Há sem dúvida quem deseje o impossível,
Há sem dúvida quem não queira nada —
Três tipos de idealistas, e eu nenhum deles:
Porque eu amo infinitamente o finito,
Porque eu desejo impossivelmente o possível,
Porque quero tudo, ou um pouco mais, se puder ser,
Ou até se não puder ser...


E o resultado?
Para eles a vida vivida ou sonhada,
Para eles o sonho sonhado ou vivido,
Para eles a média entre tudo e nada, isto é, isto...
Para mim só um grande, um profundo,
E, ah com que felicidade infecundo, cansaço,
Um supremíssimo cansaço,
Íssimno, íssimo, íssimo,
Cansaço..."


9-10-1934
Poesias de Álvaro de Campos. Fernando Pessoa. Lisboa: Ática, 1944 (imp. 1993). - 64.

quarta-feira, 22 de janeiro de 2020

O Inferno de Hitler

De "O Inferno de Hitler" via Marcia Tigani

"Nos campos de concentração nazistas, oficiais alemães trancavam prisioneiros em salas que eram infestadas de pesticida. As câmaras não foram o primeiro método de extermínio em massa usado pela Alemanha. Até 1941, oficiais da SS (a polícia militar de Hitler) eliminavam pequenos grupos de prisioneiros em caminhões de transporte, trancando-os em caçambas seladas que recebiam monóxido de carbono do escapamento. A técnica foi adaptada a salas trancadas e logo a fumaça de caminhão foi trocada por pesticida, mais barato e eficiente. A primeira aplicação em humanos rolou em agosto de 1941. As vítimas foram um grupo de prisioneiros russos. Para não serem acusados de crime de guerra, os alemães deixaram de enterrar os corpos em valas comuns e passaram a queimá-los. Indústria da morte. O extermínio nas câmaras de gás era rápido, eficiente e não deixava vestígios (Alexandre Jubran/Mundo Estranho).

1. Último banho Idosos, crianças, pessoas doentes ou com limitações físicas não serviam para o trabalho nos campos de concentração e eram encaminhados para execução. A fim de evitar o pânico, soldados e médicos diziam aos prisioneiros que eles passariam por um banho e receberiam roupas limpas para se juntar a amigos e familiares.

2. Terrível contra os humanos. O Zyklon B era usado principalmente para eliminar piolhos e insetos dos presos. Em Auschwitz, o maior campo de concentração nazista, apenas 5% da remessa do produto era usada nas câmaras de gás. Para não desesperar as vítimas, o veneno foi manipulado quimicamente para não emitir odor.

3. Dando um gás. Equipamentos para ativação e exaustão do gás eram instalados em salas ao lado das câmaras. O Zyklon era colocado em um compartimento de metal para ser aquecido e gerar vapor. Após 30 minutos de queima, com todos nas câmaras já mortos, os exaustores sugavam o gás, permitindo a retirada dos corpos.

4. Agonia coletiva. As câmaras de Auschwitz comportavam 800 pessoas – se houvesse lotação, quem sobrava era executado a tiros na hora. Quando o veneno começava a fazer efeito, as pessoas se distanciavam das saídas de gás e se amontoavam nas portas. Crianças e idosos eram esmagados por causa do pânico geral.

5. Arquitetura da destruição. As câmaras, geralmente construídas no subsolo, eram interligadas para facilitar o fluxo e a retirada dos corpos. Os sonderkommando, prisioneiros encarregados de auxiliar no processo de extermínio, ficavam alojados no mesmo piso das câmaras e isolados dos demais trabalhadores.

6. Nuvem letal. O gás venenoso, baseado em cianeto de hidrogênio, interferia na respiração celular, tornando as vítimas carentes de oxigênio. O resultado era morte por sufocamento após crises convulsivas, sangramento e perda das funções fisiológicas. A morte era lenta e dolorida. Em média, da inalação ao óbito, o processo durava 20 minutos

7. De volta ao pó. Os sonderkommando limpavam as câmaras. Eles verificavam a arcada dentária, em busca de dentes de ouro e objetos de valor, como joias escondidas na boca das vítimas. Depois, queimavam os corpos em fornos gigantes para eliminar qualquer vestígio do processo de extermínio."

Fontes: Five Chimneys: The Story of Auschwitz, de Olga Lengyel; Eyewitness Auschwitz: Three years in the Gas Chambers, de Flip Müller; e Inside de GasChambers: Eight Months in the Sonderkommando of Auschwitz, de Shlomo Venezia; holocaustresearchproject.org

segunda-feira, 20 de janeiro de 2020

Censura histórica

Algumas curiosidades neste excerto de Europa Etnografica, um mapa italiano de 1929. Nas legendas, os Galleghi estão agregados aos Portoghesi; os Catalani estão agregados aos Spagnoli. No mapa, na zona que engloba os Spagnoli estão assinalados Asturiani, Castigliani, Aragonesi e Andalusi.

Também está assinalada a presença de catalães em Alghero, Sardenha, embora estão omitidos os galegos fora da Galiza administrativa e os portugueses em Olivença.

sábado, 4 de janeiro de 2020

O que tem de especial prevenir-se ao fim do mundo?

Santa Brígida da Suécia (1303-1373) foi uma religiosa escritora, teóloga, fundadora de ordem religiosa e padroeira da Suécia. Santa Brígida foi canonizada a 7 de outubro de 1391 por Bonifácio IX. É venerada como a padroeira da Suécia. Sua festa litúrgica é comemorada em 8 de outubro. 

Esse livro é um espelho em que a alma pode ter consciência de suas falhas e aprender o que é agradável e o que é desaprovado por Deus. Leia os livros e os releia sempre e, assim, você aprenderá como amar a Deus e a seu próximo, aprenderá a desprezar o que mundano e passageiro e a lutar pelo que é eterno e celeste, saberá como resistir as adversidades deste mundo de pecado desprezando suas vãs glórias e futilidades por amor a Cristo, saberá também que deve agradecer a Deus na doença e viver longe da vanglória na boa saúde, passará a praticar bons hábitos não tornando-se presunçoso na boa fortuna nem abatido nos momentos de tribulação.

quarta-feira, 1 de janeiro de 2020

Poemas de ano novo

“¿Qui sap el que vindrà i el que em deserta?
Nou any és nou engany; en vida incerta,
jo sóc una ombra que s’esmuny de frau.

Oh Veritat, tu sola coronada
ben al dellà dels tombs de l’estelada!
Sigues-me llei i certitud i pau.” 

Josep Carner, Any Nou