quarta-feira, 22 de janeiro de 2020

O Inferno de Hitler

De "O Inferno de Hitler" via Marcia Tigani

"Nos campos de concentração nazistas, oficiais alemães trancavam prisioneiros em salas que eram infestadas de pesticida. As câmaras não foram o primeiro método de extermínio em massa usado pela Alemanha. Até 1941, oficiais da SS (a polícia militar de Hitler) eliminavam pequenos grupos de prisioneiros em caminhões de transporte, trancando-os em caçambas seladas que recebiam monóxido de carbono do escapamento. A técnica foi adaptada a salas trancadas e logo a fumaça de caminhão foi trocada por pesticida, mais barato e eficiente. A primeira aplicação em humanos rolou em agosto de 1941. As vítimas foram um grupo de prisioneiros russos. Para não serem acusados de crime de guerra, os alemães deixaram de enterrar os corpos em valas comuns e passaram a queimá-los. Indústria da morte. O extermínio nas câmaras de gás era rápido, eficiente e não deixava vestígios (Alexandre Jubran/Mundo Estranho).

1. Último banho Idosos, crianças, pessoas doentes ou com limitações físicas não serviam para o trabalho nos campos de concentração e eram encaminhados para execução. A fim de evitar o pânico, soldados e médicos diziam aos prisioneiros que eles passariam por um banho e receberiam roupas limpas para se juntar a amigos e familiares.

2. Terrível contra os humanos. O Zyklon B era usado principalmente para eliminar piolhos e insetos dos presos. Em Auschwitz, o maior campo de concentração nazista, apenas 5% da remessa do produto era usada nas câmaras de gás. Para não desesperar as vítimas, o veneno foi manipulado quimicamente para não emitir odor.

3. Dando um gás. Equipamentos para ativação e exaustão do gás eram instalados em salas ao lado das câmaras. O Zyklon era colocado em um compartimento de metal para ser aquecido e gerar vapor. Após 30 minutos de queima, com todos nas câmaras já mortos, os exaustores sugavam o gás, permitindo a retirada dos corpos.

4. Agonia coletiva. As câmaras de Auschwitz comportavam 800 pessoas – se houvesse lotação, quem sobrava era executado a tiros na hora. Quando o veneno começava a fazer efeito, as pessoas se distanciavam das saídas de gás e se amontoavam nas portas. Crianças e idosos eram esmagados por causa do pânico geral.

5. Arquitetura da destruição. As câmaras, geralmente construídas no subsolo, eram interligadas para facilitar o fluxo e a retirada dos corpos. Os sonderkommando, prisioneiros encarregados de auxiliar no processo de extermínio, ficavam alojados no mesmo piso das câmaras e isolados dos demais trabalhadores.

6. Nuvem letal. O gás venenoso, baseado em cianeto de hidrogênio, interferia na respiração celular, tornando as vítimas carentes de oxigênio. O resultado era morte por sufocamento após crises convulsivas, sangramento e perda das funções fisiológicas. A morte era lenta e dolorida. Em média, da inalação ao óbito, o processo durava 20 minutos

7. De volta ao pó. Os sonderkommando limpavam as câmaras. Eles verificavam a arcada dentária, em busca de dentes de ouro e objetos de valor, como joias escondidas na boca das vítimas. Depois, queimavam os corpos em fornos gigantes para eliminar qualquer vestígio do processo de extermínio."

Fontes: Five Chimneys: The Story of Auschwitz, de Olga Lengyel; Eyewitness Auschwitz: Three years in the Gas Chambers, de Flip Müller; e Inside de GasChambers: Eight Months in the Sonderkommando of Auschwitz, de Shlomo Venezia; holocaustresearchproject.org

segunda-feira, 20 de janeiro de 2020

Censura histórica

Algumas curiosidades neste excerto de Europa Etnografica, um mapa italiano de 1929. Nas legendas, os Galleghi estão agregados aos Portoghesi; os Catalani estão agregados aos Spagnoli. No mapa, na zona que engloba os Spagnoli estão assinalados Asturiani, Castigliani, Aragonesi e Andalusi.

Também está assinalada a presença de catalães em Alghero, Sardenha, embora estão omitidos os galegos fora da Galiza administrativa e os portugueses em Olivença.

sábado, 4 de janeiro de 2020

O que tem de especial prevenir-se ao fim do mundo?

Santa Brígida da Suécia (1303-1373) foi uma religiosa escritora, teóloga, fundadora de ordem religiosa e padroeira da Suécia. Santa Brígida foi canonizada a 7 de outubro de 1391 por Bonifácio IX. É venerada como a padroeira da Suécia. Sua festa litúrgica é comemorada em 8 de outubro. 

Esse livro é um espelho em que a alma pode ter consciência de suas falhas e aprender o que é agradável e o que é desaprovado por Deus. Leia os livros e os releia sempre e, assim, você aprenderá como amar a Deus e a seu próximo, aprenderá a desprezar o que mundano e passageiro e a lutar pelo que é eterno e celeste, saberá como resistir as adversidades deste mundo de pecado desprezando suas vãs glórias e futilidades por amor a Cristo, saberá também que deve agradecer a Deus na doença e viver longe da vanglória na boa saúde, passará a praticar bons hábitos não tornando-se presunçoso na boa fortuna nem abatido nos momentos de tribulação.

quarta-feira, 1 de janeiro de 2020

Poemas de ano novo

“¿Qui sap el que vindrà i el que em deserta?
Nou any és nou engany; en vida incerta,
jo sóc una ombra que s’esmuny de frau.

Oh Veritat, tu sola coronada
ben al dellà dels tombs de l’estelada!
Sigues-me llei i certitud i pau.” 

Josep Carner, Any Nou

terça-feira, 31 de dezembro de 2019

Poemas de fim de ano

Cortar o tempo

Quem teve a ideia de cortar o tempo em fatias,
a que se deu o nome de ano,
foi um indivíduo genial.
Industrializou a esperança, fazendo-a funcionar no limite da exaustão.
Doze meses dão para qualquer ser humano se cansar e entregar os pontos.
Aí entra o milagre da renovação e tudo começa outra vez, com outro número e outra vontade de acreditar que daqui pra diante vai ser diferente. 


Carlos Drummond de Andrade

domingo, 29 de dezembro de 2019

Lançamento da biografia sobre o (pseudo) guru do bolsonarismo

Em sua última postagem de 2019, a Raposa Preppie compra a briga a favor da filha do (pseudo) filósofo Olavo de Carvalho, Heloisa de Carvalho; do escritor Henry Bugalho. A pretenção do blog é dar prosseguimento a luta do progressismo contra um sistema espulio projetado para empobrecer a população como aconteceu no Chile, a favor de uma minoria de banqueiros, tecnocratas e oligarcas que mergulhou o país num retrocesso obscurantista recheado de pseudoteorias terraplanistas, fake news e psicopatismo fascista como o integralismo que ressurgiu das trevas.

Segue a resenha do livro no site da Kotter Editorial (link do site abaixo) mais a descrição do programa do canal TV247.

O livro
Em poucos anos, Olavo de Carvalho, figura obscura, sem projeção e sem qualquer reconhecimento acadêmico, passa a ocupar o centro do poder político brasileiro.

Considerado o guru ideológico do governo Bolsonaro, é responsável pela indicação de pelo menos dois ministros e vem sendo o mentor intelectual de vários ocupantes de cargos na administração e na política. Olavo simboliza hoje os contraditórios valores conservadores brasileiros e, no passo disto, instiga algumas das mais destrutivas estratégias na guerra cultural que ele e seus discípulos empreendem.

Através do olhar incisivo de Heloisa de Carvalho, a filha mais velha deste guru e testemunha ocular destes relatos, a faceta sombria e controversa de Olavo, que ele tanto tentou ocultar, se expõe: seus vínculos com escandalosas seitas esotéricas, sua vida errática e desregrada, o grave abandono intelectual dos filhos, e toda uma trajetória pessoal e profissional centrada no culto à própria personalidade que, contra todas as expectativas e quase que desafiando a lógica, tornou-se uma incontornável referência intelectual da chamada “Nova Direita” do país.

Um novo que aponta para o passado – para a longínqua Idade Média -, concorrendo para o retrocesso dos avanços sociais a tão alto custo conquistados pelo povo. Esperamos que as revelações biográficas de Heloísa sejam uma gota no oceano da necessária frenagem da difusão e defesa dessas ideias torpes e contraditórias. Não nos importa o homem, mas sua trajetória tem a ver com suas ideias e suas práticas, daí a importância da leitura desse livro.

Entrevista a Henry Bugalho e Heloisa de Carvalho na TV247

Henry Bugalho e Heloisa de Carvalho falam sobre o livro que será lançado pela parceria da Editora 247 com a Kotter Editorial no início de 2020. A filha de Olavo, Heloisa conta agora um passado que ele tenta esconder. Segundo Bugalho, o livro revela "vínculos com escandalosas seitas esotéricas, sua vida errática e desregrada, o grave abandono intelectual dos filhos, e toda uma trajetória pessoal e profissional centrada no culto à própria personalidade que, contra todas as expectativas e quase que desafiando a lógica, tornou-se uma incontornável referência intelectual da chamada 'Nova Direita' do país".


Se você quiser adquirir o livro na pré-venda, com desconto, clique aqui.

Essa luta não é só da filha desse embuste, ou até do canal TV247. Mas de todos os que sigam a verdade, de todos que estão vexados de tudo o que está acontecendo nesse país, com esse fascismo, roubalheira, corrupção e ódio instalado na população que emergiu nessa onda de conservadorismo moralismo.

sexta-feira, 27 de dezembro de 2019

Para entender o nazi-fascismo

O texto de hoje é retirado da reportagem da UOL de 27/12/19 sob o título: Integralistas: o que é grupo citado por supostos autores de ataque ao Porta dos Fundos de Marcelo Oliveira, leiam e entendam:


Revista Anauê!

"A Ação Integralista Brasileira foi um movimento político brasileiro ultranacionalista, conservador e de extrema-direita fundado pelo jornalista e escritor Plínio Salgado, em outubro de 1932, cujo lema era "Deus, pátria e família".

Conhecidos como camisas-verdes, os integralistas usavam um uniforme verde-escuro em suas demonstrações e faziam uma saudação com a mão direita para cima, semelhante aos fascistas e nazistas, usando o grito de guerra "anauê", expressão supostamente oriunda do Tupi, que significaria "você é meu irmão".


Cartaz do movimento integralista.

Os integralistas afirmavam ser contrários ao comunismo e ao socialismo e, apesar de ser de direita, o integralismo é contrário ao liberalismo econômico. O símbolo do integralismo traz a letra grega sigma, cujo significado é a soma dos valores.

Em 1937, com a implantação do Estado Novo por Getúlio Vargas, todos os partidos políticos foram proibidos. Em resposta, em maio de 1938, um grupo de 80 integralistas tentou atacar o Palácio Guanabara, no que ficou conhecido como Levante Integralista. Salgado foi exilado em Portugal.


Plínio Salgado em 1958

Em 1945, na Assembleia Constituinte, os integralistas se reagruparam no Partido de Representação Popular (PRP), extinto pela ditadura militar, em 1966." (Fonte: UOL)