Da briga entre a desqualificada Carla Zambelli contra o ilustre Omar Aziz que dedicou em seu nome a música "Espanhola" de Flávio Venturini me lembrou como certos coelhos não deveriam sair da toca para não fazerem besteira. Vejamos...
sábado, 26 de junho de 2021
Humor de Sexta (parte 2)
quarta-feira, 9 de junho de 2021
Escute, Zé NInguém!
Escute, Zé Ninguém! é a obra mais "popular" de Wilhelm Reich, em que ele mostra o que o homem comum faz a si mesmo: como sofre, como se revolta, como homenageia seus inimigos e mata seus amigos, como sempre que conquista o poder em "nome do povo" ele o utiliza mal e transforma em algo mais cruel do que a tirania à qual estava subjugado anteriormente, nas mãos da elite.
"És "livre" apenas num sentido; livre da educação que te permitiria conduzires a tua vidacomo te aprouvesse, acima da autocrítica."
quinta-feira, 20 de maio de 2021
A frase que inspirou o sentimento do filme Jojo Rabbit
Alguém sabia que o filme Jojo Rabbit conclui com uma frase de “Vá até os limites do seu desejo”, de Rilke: “ Deixe que tudo aconteça com você: beleza e terror. / Apenas continue. ... A história do filme também capta dramaticamente a famosa frase de Rilke: se você ama alguém, deve libertá-lo.
domingo, 16 de maio de 2021
A linguagem inclusiva irá prevalecer (Discursão)
Trecho da entrevista de Gustavo Conde ao Le Monde Diplomatique:
"Neutralização é o que busca a hegemonia branca heteronormativa. O sentido não pode ser neutro porque a sociedade não é neutra. O sistema empurra essa ilusão da neutralidade para sua própria perpetuação. “Desracializar”, a meu ver, é um outro processo, mas pode ser lido de maneira ambígua. De um lado, trata-se, justamente, de tirar as marcas de racismo presentes na língua. De outro, de “apagar” as marcas semântico-gramaticais de racismo. A literatura antirracista parece tratar este verbo majoritariamente na primeira acepção. Eis aí mais uma disputa de sentido que não pode ser ignorada."
quarta-feira, 21 de abril de 2021
Jean de La Fontaine e a lógica dos empresários capitalistas
O Lobo e o Cordeiro (por Jean de La Fontaine)
Um cordeiro estava bebendo água num riacho. O terreno era inclinado e por isso havia uma correnteza forte. Quando ele levantou a cabeça, avistou um lobo, também bebendo da água.
- Como é que você tem a coragem de sujar a água que eu bebo - disse o lobo, que estava alguns dias sem comer e procurava algum animal apetitoso para matar a fome.
- Senhor - respondeu o cordeiro - não precisa ficar com raiva porque eu não estou sujando nada. Bebo aqui, uns vinte passos mais abaixo, é impossível acontecer o que o senhor está falando.
- Você agita a água - continuou o lobo ameaçador - e sei que você andou falando mal de mim no ano passado.
- Não pode - respondeu o cordeiro - no ano passado eu ainda não tinha nascido.O lobo pensou um pouco e disse:
- Se não foi você foi seu irmão, o que dá no mesmo.
- Eu não tenho irmão - disse o cordeiro - sou filho único.
- Alguém que você conhece, algum outro cordeiro, um pastor ou um dos cães que cuidam do rebanho, e é preciso que eu me vingue. Então ali, dentro do riacho, no fundo da floresta, o lobo saltou sobre o cordeiro, agarrou-o com os dentes e o levou para comer num lugar mais sossegado.
Moral: A razão do mais forte é sempre a melhor
domingo, 14 de março de 2021
Uma Vovó Raposa para um Raposinho
sábado, 6 de março de 2021
Para Adolf Eichmann, por Primo Levi
Escritor e poeta italiano Primo Levi narra a sua experiência como sobrevivente do campo de concentração de Auschwitz foi retratada no livro É Isto um Homem? como o poema Para Adolf Eichmann
Corre livre o vento por nossas planícies,
Eterno pulsa o mar vivo em nossas praias.
O homem semeia a terra, a terra lhe dá flores e frutos:
Vive em ânsia e alegria, espera e teme, procria ternos filhos.
... E você chegou, nosso precioso inimigo,
Você, criatura deserta, homem cercado de morte.
O que saberá dizer agora, diante de nossa assembleia?
Jurará por um deus? Mas que deus?
Saltará contente sobre o túmulo?
Ou se lamentará, como o homem operoso por fim se
lamenta,
A quem a vida foi breve para tão longa arte,
De sua terrível arte incompleta,
Dos treze milhões que ainda vivem?
Ó filho da morte, não lhe desejamos a morte.
Que você viva tanto quanto ninguém nunca viveu:
Que viva insone cinco milhões de noites,
E que toda noite lhe visite a dor de cada um que viu
Encerrar-se a porta que barrou o caminho de volta,
O breu crescer em torno de si, o ar carregar-se de morte.
20 de julho de 1960
Primo Levi nasceu no dia 31 de julho de 1919 em Turim. Químico e escritor, de família judaico-piemontesa, foi um sobrevivente de Auschwitz. Dessa condição se forjou toda sua obra, marcada por títulos como É isto um homem?, Os afogados e os sobreviventes, A tabela periódica e A trégua. Escreveu também poesia, gênero com o qual procedeu sua estreia literária, em junho de 1946. Sua atividade de escrita permaneceu sempre marcada pelo retorno ao verso e no final dos anos 1970 chegou a publicar por conta própria e anonimamente trezentos exemplares que trazia 23 poemas, boa parte deles inéditos. Só uma década depois sua obra poética começa a circular com melhor clareza na Itália. Levi morreu no dia 11 de abril de 1987.








