domingo, 15 de maio de 2016

Resenha do livro O Alienista de Machado de Assis

Recentemente comprei um exemplar da série Vozes de Bolso de O Alienista e na procura de uma capa para editar aqui encontrei uma resenha feita pela editora Vozes em sua página do facebook. Então A Raposa Preppie reproduz a resenha em sua página.

O alienista foi publicado, inicialmente, em forma de folhetim, na revista carioca A Estação – Jornal Ilustrado para a Família, entre outubro de 1881 e março de 1882. Logo depois, Machado de Assis o compilou no volume Papéis avulsos, publicado pela Typographia e Lithographia a Vapor, que era parte da antiga Tipografia Universal.

O alienista faz parte da produção machadiana considerada realista onde Simão Bacamarte é o protagonista. Médico conceituado fora do Brasil, enveredou-se pela Psiquiatria, uma área ainda não muito explorada por aqui, por isso mesmo ainda envolta a mistérios e experimentações. Instalou- se em Itaguaí, pequeno vilarejo no interior do Rio de Janeiro, onde fundou a Casa Verde, uma espécie de hospício e “centro” de pesquisas psiquiátricas, abastecendo-o de cobaias humanas para os seus experimentos. Assim, Bacamarte internou as mais diferentes pessoas da cidade que julgava como loucas: o vaidoso, o bajulador, a supersticiosa, a indecisa, sendo que na verdade eram apenas comportamentos, às vezes estranhos, exóticos, mas nada anormal, doentio. O que levava Simão Bacamarte a confinar as pessoas na Casa Verde se baseava na lógica de que os indivíduos que se desviavam da norma social e moral de comportamento estavam, segundo ele, doentes.


Todo este poderoso mecanismo ficcional possibilitou Machado de Assis, de forma sutil e cômica, a esboçar uma poderosa crítica ao contexto e à mentalidade da época. Outro efeito significativo é a sensação de atualidade do texto, especialmente do ponto de vista dos políticos da pequena e longínqua vila, já que os percalços e dilemas envolvendo a cena política de Itaguaí são, assustadoramente, bem semelhantes ao que vivemos hoje, neste momento tão marcado pela crise moral e de valores no cenário político brasileiro. 


O livro faz parte da coleção Vozes de Bolso onde a editora se propõe a trazer ao público um novo tipo de trabalho em torno de grandes clássicos da literatura de língua portuguesa com textos já canonizados pela nossa tradição, porém com alguns “aditivos” que agregam valor e força aos mesmos. 

terça-feira, 3 de maio de 2016

Star Wars e seus idiomas curiosos

Dias desses procurando sobre a cultura mandaloriana numa wiki sobre Star Wars me deparei com o idioma Mando'a por aqui transcrevo um texto com curiosidades que encontrei na wiki:

"Mando'a, também conhecida como Mandaloreano ou Mandalore, era a linguagem falada pelos guerreiros madalores e taungs.

Mando'a tem uma estrutura semelhante ao inglês (também conhecido como Básico Padrão Galáctico) e Esperanto: ou seja, sujeito-verbo-objeto. Sua fonte tem várias semelhanças com o Esperanto, também, principalmente na estrutura gramatical. Existem alguns senãos, no entanto. Em se tratando de Mando'a, temos que levar em conta que se trata de uma linguagem basicamente falada, e as regras foram se formando com o intuito dela ser facilmente pronunciável."


Vode An, significa "Todos Irmãos", era um antigo cântico de guerra mandaloriano cantado em  Mando'a. Durante o treinamento dos Clone troopers da República Galáctica, Jango Fett revisou uma série de cânticos, incluindo Vode An, substituindo palavras Mandalorianas tradicionais por palavras da República mais apropriadas. Nesse momento, presumisse que ele trocou "Mandalore por "Coruscant". O canto foi entoado pelos soldados clone com o acompanhamento de tambores e trombetas.

Mando'a

Kote!Kandosii sa kar'ta, Vode an.Coruscanta a'den mhi, Vode an.Bal kote, darasuum kote,Jorso'ran kando a tome.Sa kyr'am nau tracyn kad, Vode an.
Kandosii sa ka'rta, Vode an.Coruscanta a'den mhi, Vode an.Bal...Motir ca'tra nau tracinya.Gra'tua cuun hett su dralshy'a.Aruetyc runi solus cet o'r.Motir ca'tra nau tracinya.Gra'tua cuun hett su dralshy'a.Aruetyc runi trattok'o.Sa kyr'am nau tracyn kad, Vode an!

Português

Glória!
Um coração indomável, Todos Irmãos.
Nós, a ira de Coruscant, Todos Irmãos.
E glória, eterna glória,
Devemos suportar o peso juntos.
Forjado como o sabre nas chamas da morte, Todos Irmãos.

Um coração indomável, Todos Irmãos.
Nós, a ira de Coruscant, Todos Irmãos.
E...
Aqueles que estão diante de nós iluminam o céu da noite em chamas.
Nossa vingança queima mais brilhante ainda.
Até a ultima alma traidora deverá se ajoelhar.
Aqueles que estão diante de nós iluminam o céu da noite em chamas.
Nossa vingança queima mais brilhante ainda.
Até a ultima alma traidora deverá se ajoelhar.
Forjado como o sabre nas chamas da morte, Todos Irmãos.

domingo, 1 de maio de 2016

"El poeta pide a su amor que le escriba" de Garcia Lorca

El poeta pide a su amor que le escriba

Amor de Mis Entrañas
Amor de mis entrañas, viva muerte,
en vano espero tu palabra escrita
y pienso, con la flor que se marchita,
que si vivo sin mí quiero perderte.


El aire es inmortal. La piedra inerte
ni conoce la sombra ni la evita.
corazón interior no necesita
la miel helada que la luna vierte


Pero yo te sufrí. Rasgué mis venas,
tigre y paloma, sobre tu cintura
en duelo de mordiscos y azucenas.

Llena, pues, de palabras mi locura
o déjame vivir en mi serena
noche del alma para siempre oscura.


Garcia Lorca

sexta-feira, 1 de abril de 2016

E o ano novo virou o Dia da Mentira

Atenção: Esse artigo não tem nada de mentiroso... ou não!
 Antigamente, na França, o Ano Novo era comemorado do dia 25 de março até o dia 1º de abril. Em 1564, o papa Gregório XIII instituiu um novo calendário, transferindo a data para 1º de janeiro, porém a população francesa ignorou a nova data e manteve a festividade na data original. Com o passar do tempo, o novo calendário tornou-se oficial e as pessoas pregavam peças naqueles que ainda se apegavam à data antiga, chamando-os de "bobos de abril".

Esse costume foi, em seguida exportado para a Inglaterra e, depois, se espalhou para o resto do mundo, sendo conhecido como o Dia da Mentira.

Naturalmente a mentira foi exportada para os americanos.

domingo, 13 de março de 2016

Poema em destaque: A Carga da Brigada Ligeira


The Charge of The Light Brigade é um poema escrito por Alfred Lord Tennyson no século XIX, que conta a história da Carga da Brigada Ligeira durante a Batalha de Balaclava, que aconteceu em 1854, na Guerra da Crimeia, e envolveu os impérios britânico e russo. Aqui nós deixamos uma amostra do poema:
“Forward, the Light Brigade!”
Was there a man dismay’d?
Not tho’ the soldier knew
Someone had blunder’d:
Theirs not to make reply,
Theirs not to reason why,
Theirs but to do and die:
Into the valley of Death
Rode the six hundred
“The Charge of the Light Brigade,” Alfred, Lord Tennyson

sexta-feira, 5 de fevereiro de 2016

Resenha de "Heróis da Segunda Guerra" da Editora Minuano

Heróis da Segunda Guerra 01 - Editora Minuano

Este livro trata dos verdadeiros heróis, pessoas que realmente lutaram na segunda guerra e foram reconhecidas por seus atos de bravura. Combatentes de diferentes nações. De ambos os lados do conflito.

Esse livro é muito interessante no comentário sobre todos os homens participantes dessa barbárie que deram o seu sangue e suor para defender a sua pátria (inclue até mesmo os soldados do Eixo). Também faz menção às aviadoras russas que se denominavam "Bruxas da Noite" e sobre um aviador alemão, também homenageado em uma das personagens do animemangá Strike Witch, em que o sobrenome é de uma amiga gaúcha editora na Desciclopédia.

quinta-feira, 31 de dezembro de 2015

Feliz Ano Novo

Para ganhar um Ano Novo que mereça este nome, você, meu caro, tem de merecê-lo. Tem de fazê-lo novo.
Eu sei que não é fácil, mas tente, experimente, consciente.
É dentro de você que o Ano Novo cochila e espera desde sempre.
 
Carlos Drummond de Andrade