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terça-feira, 18 de agosto de 2020

Chesterton e a eugenia

A ideologia nazista, o lobby abortista mundial e a “Cultura de Morte” denunciada por João Paulo II possuem todos uma raiz comum. Um movimento filosófico combatido por Chesterton há quase cem anos. A eugenia.

No início do século XX, logo após a I Guerra Mundial, essa ideia foi a grande moda entre as elites. Tradicionais famílias milionárias bancavam suas pesquisas. O jornal “The Nem York Times” a celebrou como o surgimento de uma “nova ciência”. Charles Elliot, reitor de Harvard, promovia a eugenia como solução para os problemas sociais. Cientistas elogiavam o “melhoramento da espécie humana” publicamente sem nenhum pudor. Nos anos 20, quase três-quartos dos livros de ciência do ensino médio americano ensinavam os princípios eugênicos. Além disso, juízes europeus e americanos aplicavam princípios eugênicos legalmente, possibilitando absurdos como esterilização forçada de populações pobres ou consideradas “fora dos padrões” (como diversas minorias étnicas).

No mundo anglófilo, a eugenia era uma unanimidade entre artistas, políticos e intelectuais. Chesterton foi uma voz absolutamente solitária ao ir na contramão e denunciar essa ideia, comprando uma briga contra toda a intelectualidade do seu tempo. Não se intimidou, e realizou uma crítica violenta e feroz, apontando a eugenia como a grande desgraça da era moderna.

Como aponta Dale Ahlquist, da American Chesterton Society, é provavelmente seu livro mais profético. Escrito logo após a I Guerra Mundial, quando ninguém poderia imaginar que um novo conflito viria, o livro combate as ideias que serviram de base para assassina ideologia nazista. Chesterton morreria em 1936, dois anos após Hitler se tornar o führer alemão, e três anos antes do início da guerra.

Como o próprio nome sugere, não é apenas a eugenia que apanha nesse livro. Também o socialismo recebe alguns dos golpes mais violentos de Chesterton, que também não poupa o capitalismo industrial. Chesterton vai na raiz da mentalidade materialista e ateísta que justifica a eugenia, mostrando como isso poderia ser usado para justificar toda sorte de atrocidades.

quarta-feira, 14 de agosto de 2019

Resenha de Medicina dos Horrores por Redatora de Merda


Resenha do livro Medicina dos Horrores (The Butchering Art), escrito pela autora Lindsey Fitzharris e lançado pelo Editora Intrínseca. Para comprar livro: https://amzn.to/2YZbbiR.

quarta-feira, 22 de maio de 2019

Resenha de livros

Um livro sobre diplomacia desde séc. XVIII.

Guerras Europeias, Revoluções Americanas de Marcelo Raffaelli, editora Três Estrelas.

Nesta primorosa pesquisa histórica, Marcelo Raffaelli oferece um retrato original da independência do Brasil e das demais colônias ibéricas ao se debruçar sobre a influência mútua entre estas e as revoluções europeias e norte-americanas da virada do século XVIII para o XIX. Os arroubos da Revolução Francesa em 1789 transmitem ao resto do continente a certeza de ser o palco de mudanças dramáticas. Os desdobramentos de tais eventos, que para Raffaelli se estendem num fio contínuo até 1828, permitiriam à maioria das colônias espanholas nas Américas alcançar a independência e ao Brasil passar de colônia a reino para, em seguida, por fim separar-se de Portugal. Esmiuçando os elos dessa cadeia de modo a um só tempo erudito e acessível, o autor combina um grande volume de leitura à dimensão prática das relações internacionais. Diplomata de carreira, ele não se limita à interpretação usual de que os fatos do hemisfério norte ditam o destino do sul, mas vai além e mostra que, se o caminho das colônias ibéricas para a independência sofreu influências de rivalidades e interesses que ditavam as políticas das potências europeias e dos Estados Unidos, por outro lado ele também as influenciou.

sábado, 20 de abril de 2019

Resenhas de abril de 2019

O livro de Reed Tucker
Superman, Batman e Mulher Maravilha? ou Hulk, Homem-Aranha e X-Men? Para os fãs dos super-heróis americanos, eles são como Coca-Cola vs Pepsi, ou McDonald's vs Burger King dos quadrinhos. Lançado em setembro de 2018 pela editora Rocco, o livro "Pancadaria: Por dentro do épico conflito Marvel vs DC" de Reed Tucker, mostra os bastidores dos 50 anos de rivalidade entre as duas gigantes dos gibis. A publicação, em dois meses, vendeu mais de 20 mil exemplares nos Estados Unidos.

domingo, 6 de novembro de 2016

Resenha de Doctor Who - Quando cair o verão e outras histórias

'Doctor Who - Quando cair o verão e outras histórias' é um livro de contos inspirados em episódios da série britânica Doctor Who. A obra reúne três contos - Quando cair o verão, de Amelia Williams; O Beijo do Anjo, de Melody Malone; e O Demônio na fumaça, narrado pelo Sr. Justin Richards. O livro traz ainda uma rara entrevista com Amelia Williams, a reclusa autora de A garota que nunca cresceu, e uma nova introdução escrita por ela. Inspirado no episódio The Bells of Saint John.
 
Quando cair o verão narra a história da jovem Kate, que passa suas férias na vila litorânea de Watchcombe e está determinada a aproveitar ao máximo sua última semana de folga. No entanto, ao descobrir uma misteriosa pintura chamada 'O Senhor do Inverno', ela viverá aventuras que jamais poderia ter imaginado. 
 
Em O Beijo do Anjo, inspirado em The Angels Take Manhattan, a detetive particular Melody Malone recebe uma visita inesperada - o astro de cinema Rock Railton. Ele acredita que alguém quer matá-lo e, quando menciona 'o beijo do anjo', Melody aceita o caso. E com o passar do tempo, a detetive logo descobre que o preço da fama é maior do que ela poderia imaginar. 
 
Narrado por Justin Richards e inspirado pelo episódio The Snowmen, O Demônio na fumaça, é um thriller no qual dois garotinhos, cansados de limpar a neve do pátio do orfanato, decidem fazer um boneco de neve - e se deparam com um mistério brutal. Fascinados e horrorizados, testemunham quando o boneco de neve começa a sangrar. A busca por respostas levará Harry, um dos meninos, à aventura mais perigosa e empolgante de sua vida.

sexta-feira, 2 de setembro de 2016

Destaque da Raposa Preppie de setembro'16

Nossa resenha de setembro vai para o livro Cada dia tem seu santo... Este livro coloca ao alcance do leitor, dia a dia, um exemplo vivo e concreto de um herói que devemos venerar, e na modesta medida de nossas insuficiências imitar. Habitue-se, prezado leitor, a todas as manhãs procurar saber qual é o Santo do dia. Você poderá invocá-lo em suas aflições, em suas necessidades, ao longo de toda jornada.
Conta-se que o celebrado escritor francês Victor Hugo certa vez respondeu a um admirador entusiasta que lhe atribuía uma glória imortal:

- Glória imortal a minha? Nunca! Morrerei e, depois de alguns séculos, somente uns poucos eruditos ainda saberão que existiu um Victor Hugo. Imortal, sim, é a glória dos Santos que figuram no calendário litúrgico da Igreja Católica. Dois mil anos depois de mortos, ainda no mundo inteiro se celebram os seus louvores.

Victor Hugo tinha razão. Figurar no calendário litúrgico da Igreja é o mais alto titulo de glória a que uma pessoas possa aspirar.

O Calendário litúrgico é uma rica fonte de ensinamentos para os católicos. Dia a dia são nele recordados os Santos e Santas que a Igreja propõe como exemplo para os fiéis.

Cada dia tem seu santo...


Este livro coloca ao alcance do leitor, dia a dia, um exemplo vivo e concreto de um herói que devemos venerar... e na modesta medida de nossas insuficiências imitar.
Habitue-se, prezado leitor, a todas as manhãs procurar saber qual é o Santo do dia. Você poderá invocá-lo em suas aflições, em suas necessidades, ao longo de toda jornada.

sábado, 13 de agosto de 2016

Resenha do fac-simile Exclamações de Santa Teresa de Jesus


Exclamações de Sta. Teresa de Jesus
Quando Teresa de Jesus escreveu as "Exclamações" tinha cinquenta e quatro anos. Este dado tão simples permite redescobrir algo bem conhecido: a perene juventude de quem ama a Deus. Uma juventude que se percebe em cada trecho desses escritos: surpreendentes petições ao Senhor com a ingenuidade de um amor apaixonado e recém- nascido e, também, ungido com os anos de fidelidade e correspondência.

Bom momento este, no ano do V Centenário do seu nascimento, para reler essas notas tão espontâneas. Como sempre, ao ler os seus escritos, descobrem-se coisas novas, saboreia-se a absoluta franqueza com que trata a Deus, esse Deus bom, misericordioso, justo, tão amado, a quem sente a necessidade de expor todas as ânsias do seu coração.

Oxalá a leitura dessas "Exclamações" obtenha o que a Santa pede: "Oh! Que difícil coisa vos peço, verdadeiro Deus meu: que queirais a quem não vos quer, abrais a porta a quem não vos chama, dei saúde a quem gosta de estar enfermo e anda procurando enfermidade! Vós dizeis, Senhor meu, que vindes buscar os pecadores verdadeiros. Não ponhais os olhos em nossa cegueira, meu Deus, senão no muito sangue que por nós derramou vosso Filho. Resplandeça vossa misericórdia em maldade tão extrema. Considerai, Senhor, que somos obras de vossas mãos. Valha-nos vossa bondade e misericórdia!".

Edição comemorativa do V Centenário de Teresa de Jesus 72 páginas (formato brochura) + 15 cartões especiais

sexta-feira, 22 de julho de 2016

Resenha de livros de julho'16

Olá, pessoal. A Raposa Preppie voltou com a resenha dos livros para esse mês de julho dedicado a quem está de férias.

Não se apega, não: Este é o primeiro livro da blogueira Isabela Freitas, originado de um dos textos deseu blog. A trama é sobre Isabela, jovem de 22 anos que acabou de terminar um longo relacionamento com Gustavo. Agora o desafio dela é se readaptar à vida de solteira e estabilizar os sentimentos. Para isso, no entanto, ela precisa aderir a uma prática que nem todos conseguem: o desapego.

A mise-en-scéne no cinema: Do clássico ao cinema de fluxo: O escritor Luiz Carlos Oliveira Jr traz uma abordagem histórica de um dos principais conceitos do cinema: a mise-en-scéne. O sentido técnico da expressão denota cenário, maquiagem, iluminação, figurino e interpretação dentro do quadro, minimizando o papel da montagem e dando significado e emoção, principalmente por meio do que acontece dentro de cada plano. O livro faz uma viagem às origens teatrais do termo, na década de 1950, e suas aplicações no cinema, culminando nas noções de cinema de fluxo na década de 1990.

domingo, 15 de maio de 2016

Resenha do livro O Alienista de Machado de Assis

Recentemente comprei um exemplar da série Vozes de Bolso de O Alienista e na procura de uma capa para editar aqui encontrei uma resenha feita pela editora Vozes em sua página do facebook. Então A Raposa Preppie reproduz a resenha em sua página.

O alienista foi publicado, inicialmente, em forma de folhetim, na revista carioca A Estação – Jornal Ilustrado para a Família, entre outubro de 1881 e março de 1882. Logo depois, Machado de Assis o compilou no volume Papéis avulsos, publicado pela Typographia e Lithographia a Vapor, que era parte da antiga Tipografia Universal.

O alienista faz parte da produção machadiana considerada realista onde Simão Bacamarte é o protagonista. Médico conceituado fora do Brasil, enveredou-se pela Psiquiatria, uma área ainda não muito explorada por aqui, por isso mesmo ainda envolta a mistérios e experimentações. Instalou- se em Itaguaí, pequeno vilarejo no interior do Rio de Janeiro, onde fundou a Casa Verde, uma espécie de hospício e “centro” de pesquisas psiquiátricas, abastecendo-o de cobaias humanas para os seus experimentos. Assim, Bacamarte internou as mais diferentes pessoas da cidade que julgava como loucas: o vaidoso, o bajulador, a supersticiosa, a indecisa, sendo que na verdade eram apenas comportamentos, às vezes estranhos, exóticos, mas nada anormal, doentio. O que levava Simão Bacamarte a confinar as pessoas na Casa Verde se baseava na lógica de que os indivíduos que se desviavam da norma social e moral de comportamento estavam, segundo ele, doentes.


Todo este poderoso mecanismo ficcional possibilitou Machado de Assis, de forma sutil e cômica, a esboçar uma poderosa crítica ao contexto e à mentalidade da época. Outro efeito significativo é a sensação de atualidade do texto, especialmente do ponto de vista dos políticos da pequena e longínqua vila, já que os percalços e dilemas envolvendo a cena política de Itaguaí são, assustadoramente, bem semelhantes ao que vivemos hoje, neste momento tão marcado pela crise moral e de valores no cenário político brasileiro. 


O livro faz parte da coleção Vozes de Bolso onde a editora se propõe a trazer ao público um novo tipo de trabalho em torno de grandes clássicos da literatura de língua portuguesa com textos já canonizados pela nossa tradição, porém com alguns “aditivos” que agregam valor e força aos mesmos.