domingo, 10 de maio de 2015

Poemas de Drummond


   
O homem, bicho da Terra tão pequeno
chateia-se na Terra
lugar de muita miséria e pouca diversão,
faz um foguete, uma cápsula, um módulo
toca para a Lua

desce cauteloso na Lua - pisa na Lua - planta bandeirola na Lua - experimenta a Lua - coloniza a Lua - civiliza a Lua - humaniza a Lua.
Lua humanizada: tão igual à Terra.
O homem chateia-se na Lua.
Vamos para Marte — ordena a suas máquinas.
Elas obedecem, o homem desce em Marte
pisa em Marte – experimenta – coloniza – civiliza - humaniza Marte com engenho e arte.
Marte humanizado, que lugar quadrado.
Vamos a outra parte?
...
O homem funde a cuca se não for a Júpiter
proclamar justiça junto com injustiça
repetir a fossa - repetir o inquieto - repetitório.
Outros planetas restam para outras colônias.
O espaço todo vira Terra-a-terra.
O homem chega ao Sol ou dá uma volta
só para tever?
Não-vê que ele inventa
roupa insiderável de viver no Sol.
Põe o pé e: mas que chato é o Sol, falso touro - espanhol domado.
Restam outros sistemas fora do solar a colonizar.
Ao acabarem todos só resta ao homem - (estará equipado?)
a dificílima dangerosíssima viagem de si a si mesmo:
pôr o pé no chão do seu coração
experimentar - colonizar - civilizar – humanizar - o homem
descobrindo em suas próprias inexploradas entranhas
a perene, insuspeitada alegria
de con-viver.
 
Carlos Drummond de Andrade - O Homem, as Viagens

sábado, 2 de maio de 2015

Qual a carta do baralho?

Me desculpem o afastamento, mas infelizmente estive durante os meses de março e abril com problemas de conexão na internet com essa porcaria de serviço da OI. Hoje, A Raposa Preppie começa a comentar os diversos jogos matemáticos.

Existem tantos jogos de advinhas envolvendo matemática que torna-se impossível dar dicas mas vamos ao exemplo da figura abaixo:


A resolução dessa questão é bem simples a resposta será 7 de copas (3x2=6 / 2x5=10) 1x7=7, respeitando a lógica de que as 2 primeiras cartas verticais são multiplicadas e que o resultado fica na posição inferior, e que cada linha horizontal possui naipes do mesmo tipo.


Outra observação interessante é que uma multiplicação entre cartas de naipes diferentes dá como resultado um naipe de copas. Dando observação a multiplicação de números inteiros de sinais diferentes.


quarta-feira, 18 de fevereiro de 2015

Tradutores para idiomas não muito conhecidos

Trecho traduzido no blog Vesuvio live: sobre o título: "Giggino, il traduttore online dall'Italiano al Napoletano".

Muitas vezes os nossos leitores não napolitanos, e não são o suficiente, não foi perguntado se havia no mercado e algum manual de gramática napolitana, juntamente com um bom dicionário italiano-napolitano, especialmente depois de o nosso artigo que falava sobre como o 'UNESCO considerou o napolitano uma linguagem real, declarando-o um local do património mundial. Bem, além da existência de tais volumes nós relatamos a existência de um tradutor online chamado "Giggino" que, embora ainda esteja a ser melhorado em termos de lessigrafico gramática, pode ser um bom começo para quem quer começam a ter alguma familiaridade com o idioma.


Você pode chegar ao tradutor "Giggino" clicando aqui.

domingo, 25 de janeiro de 2015

A história de Sam Loyd e o quebra-cabeças das Quinze Pastilhas

Embora não fosse propriamente um brinquedo,o quebra-cabeças das Quinze Pastilhas,  como tal era usado pela garotada dos anos 50 e 60 ("game"?). Tempos em que se divertia com coisinhas simples e despojadas! Muito em voga por ser barato (vinha, até, como brinde em doces) eram pequenos painéis de plástico com quadradinhos para serem ordenados (basicamente com números ou letras e, às vezes, com simplórios desenhinhos).

Aqui abaixo vem uma história do brinquedinho que muito me animou na minha infância no início dos anos 80:


Sam Loyd foi um matemático habilidoso e um pioneiro no campo da composição de enigmas no século 19. Durante muitos anos, ele teve uma coluna em um dos principais jornais dos EUA. Alguns de seus enigmas eram tão difíceis que ele frequentemente recebia centenas de cartas por dia de seus leitores. Certa vez, ele publicou um quebra-cabeças de deslocamento de peças chamado Jogo das Quinze Pastilhas que, ele disse, "levaria o mundo inteiro à loucura".




O objetivo era muito simples: deslizar as pastilhas de um lado para outro e organizá-las na sequência numérica de 1 até 15. Isso significa reverter as posições das pastilhas "14" e "15" na posição inicial. Como um incentivo adicional, Loyd ofereceu um prêmio de 1.000 dólares (uma quantia magnífica naquele tempo) para qualquer um que apresentasse a solução correta. Naturalmente, como o prêmio era tão generoso e o quebra-cabeças era fácil de compreender, a competição despertou enorme interesse no público e a resposta foi enorme. Milhares de leitores estavam convencidos que tinham resolvido o problema. Sem dúvida, muitas das soluções propostas eram engenhosas e demonstravam a inteligência e diligência dos seus autores. Mas, Loyd não precisava abrir e examinar uma única daqueles soluções propostas. Por quê? Porque o quebra-cabeças não tinha solução! Os matemáticos sabem que esse quebra-cabeças somente pode ser solucionado em metade de todas as posições iniciais. Todas as demais são impossíveis. Loyd simplesmente escolhia uma das posições impossíveis, onde as pastilhas estavam provocativamente próximas da sequência correta e convidava seus leitores a passarem pela tortura e chegarem perto do ponto da loucura ao tentarem solucionar o problema. Talvez não tenha sido totalmente honesto Loyd propor um enigma que não tinha solução, mas seus leitores não suspeitaram de nada. Afinal, o problema era fácil de entender, o prêmio era atraente e Loyd desfrutava de uma ótima reputação

Destaques de janeiro'15

Entre os destaques desse mês vamos com um título animador: "Verão para a vida toda" de Carol Morais. O livro da nutricionista goiana com fotos clicadas por Sergio Pagano, ao longo dos 13 capítulos, procura mostrar que uma alimentação saudável e exercícios são um santo remédio para tudo e todos. São dezenas de receitas saudáveis e fáceis de fazer como chás, sucos, sopas, leites vegetais, pratos quentes, doces, etc.
Ser ativo é diferente de ser atleta.
Embora Carol seja um sucesso no instagram pode ser encontrada também no Pinterest.

Outra pedida é o livro publicado pela atriz Chloë Sevigny que lançará um livro sobre seu estilo pela editora Rizzoli em abril. O livro incluirá desde fotografias pessoais tiradas pelos seus amigos no secundário, a imagens profissionais dos seus tempos de modelo.

Chloë, cheia de fãs no mundo da moda, é tao moderninha que já foi convidada a desenhar uma coleção para a Opening Ceremony. Chloë é famosa por parecer cool sem que se pense que ela se esforçou para isso. Palavras de seu publisher.

domingo, 4 de janeiro de 2015

A origem do diário

A origem do diário vem da Idade Média, quando os proprietários prescisavam fazer anotações diárias sobre os gastos das casas e fazendas, entrada de dinheiro, nascimento de bezerros, receitas médicas e de pratos e conselhos para crianças. Ao lado dessas anotações, foram entrando progressivamente pensamentos e observações pessoais.

Dentre os principais diários conhecidos destacam-se O Diário de Anne Frank, Estrela Amarela e O Diário de Zlata Fillipovic.

Muitas vezes os diários escondem segredos
escabrosos que ninguém deve saber.


sábado, 27 de dezembro de 2014

Notícias de livros

Livro sugere que Jesus casou-se e teve dois filhos

Jesus casou-se com Maria Madalena e teve dois filhos com ela. Essas são algumas das revelações de um livro lançado pelo professor Barrie Wilson e o escritor Simcha Jacobovic, que passaram meses traduzindo o chamado "Evangelho perdido" de cerca de 1500 anos descoberto na Biblioteca Britânica e conhecido há quase dois séculos.

A obra lembra textos de ficção como "O Código da Vinci" do escritor norte-americano Dan Brown, e "A Última Tentação de Cristo" do grego Nikos Kazantzakis. Segundo o jornal "Sunday Times", o livro trará detalhes da vida de Jesus quando ele tinha 20 anos e supostas ligações com figuras políticas importantes com o Império Romano.

Notícia editada no jornal Metro com o título Evangelho perdido.