Do blog de Anselmo Gois:
Paulo Guedes é um intelectual capaz, como ele disse certa vez, de ler o britânico Keynes (1883-1946) “três vezes no original”. Mas, na sua proposta de reforma tributária, decidiu taxar a comercialização de livros em 12%, no lugar do PIS/Cofins.
Só que uma lei de 2003 deixa claro que as receitas com as vendas no mercado interno de livros não pagam estes dois tributos.
Em tempo... O Brasil deve ser o único país do mundo onde a Cultura é vista pelo governo, talvez, como uma coisa menor — ou até mesmo ruim.
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sexta-feira, 24 de julho de 2020
domingo, 5 de abril de 2020
Minha singela contribuição pro “panelaço sabadão no Itaim”!
Recentemente no último sábado a jornalista Barbara Gancia, durante o último panelaço, declamou um poema usando seu megafone
recém comprado causando revolta aos moradores bolsonazistas moradores no
Itaim, em São Paulo.
Em seu twitter, a jornalista denuncia a perseguição feita pelas falanges bolsonazistas:
Pessoal, praticamente minha rua inteira quer promover meu linchamento.
Neste exato momento eles estão lá fora gritando: "Bolsonaro! Bolsonaro!"; "Sai fora, sua velha FDP!" e "Cala a boca, Barbara Gancia!" Explico: fiz um poema cantado super bonitinho e recitei no Panelaço de hj.
Se eu morrer até o fim da quarentena, saibam que fui eu que incentivei minha própria matança. (megafone de 600m de alcance!) Terá sido por uma causa nobre...
(do twitter @barbaragancia em 4 de abril de 2020)
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| Deve ser cantado segundo a melodia de “É coisa nossa”, de Silvio Santos. |
Em seu twitter, a jornalista denuncia a perseguição feita pelas falanges bolsonazistas:
Pessoal, praticamente minha rua inteira quer promover meu linchamento.
Se eu morrer até o fim da quarentena, saibam que fui eu que incentivei minha própria matança. (megafone de 600m de alcance!) Terá sido por uma causa nobre...
(do twitter @barbaragancia em 4 de abril de 2020)
quinta-feira, 2 de abril de 2020
Bem-vindo ao Estado suicidário por Vladimir Safatle
Hoje, A Raposa Preppie compartilha o textão completo de Vladimir Pinheiro Safatle e examinamos esse ponto de vista de como enxergamos as pretenções de um governo fascista.
"Você é parte de um experimento. Talvez sem perceber, mas você é parte de um experimento. O destino do seu corpo, sua morte são partes de um experimento de tecnologia social, de nova forma de gestão. Nada do que está acontecendo nesse país que se confunde com nossa história é fruto de improviso ou de voluntarismo dos agentes de comando. Até porque, ninguém nunca entendeu processos históricos procurando esclarecer a intencionalidade dos agentes. Saber o que os agentes acham que estão a fazer é realmente o que menos importa. Como já se disse mais de uma vez, normalmente eles o fazem sem saber.
Esse experimento do qual você faz parte, do qual te colocaram à força tem nome. Trata-se da implementação de um “Estado suicidário” como disse uma vez Paul Virilio. Ou seja, o Brasil mostrou definitivamente como é o palco da tentativa de implementação de um Estado suicidário. Um novo estágio nos modelos de gestão imanentes ao neoliberalismo. Agora, é sua face a mais cruel, sua fase terminal.
Engana-se quem acredita que isto é apenas a já tradicional figura do necroestado nacional. Caminhamos para além da temática necropolítica do Estado como gestor da morte e do desaparecimento. Um Estado como o nosso não é apenas o gestor da morte. Ele é o ator contínuo de sua própria catástrofe, ele é o cultivador de sua própria explosão. Para ser mais preciso, ele é a mistura da administração da morte de setores de sua própria população e do flerte contínuo e arriscado com sua própria destruição. O fim da Nova República terminará em um macabro ritual de emergência de uma nova forma de violência estatal e de rituais periódicos de destruição de corpos.
Um Estado dessa natureza só apareceu uma vez na história recente. Ele se materializou de forma exemplar em um telegrama. Um telegrama que tinha número: Telegrama 71. Foi com ele que, em 1945, Adolf Hitler proclamou o destino de uma guerra então perdida. Ele dizia: “Se a guerra está perdida, que a nação pereça”. Com ele, Hitler exigia que o próprio exército alemão destruísse o que restava de infraestrutura na combalida nação que via a guerra perdida. Como se esse fosse o verdadeiro objetivo final: que a nação perecesse pelas suas próprias mãos, pelas mãos do que ela mesma desencadeou. Esta era a maneira nazista de dar resposta a uma raiva secular contra o próprio Estado e contra tudo o que ele até então havia representado. Celebrando sua destruição e a nossa. Há várias formas de destruir o Estado e uma delas, a forma contrarrevolucionária, é acelerando em direção a sua própria catástrofe, mesmo que ela custe nossas vidas. Hannah Arendt falava do fato espantoso de que aqueles que aderiam ao fascismo não vacilavam mesmo quando eles próprios se tornavam vítimas, mesmo quando o monstro começava a devorar seus próprios filhos.
O espanto, no entanto, não deveria estar lá. Como dizia Freud: “mesmo a auto-destruição da pessoa não pode ser feita sem satisfação libidinal”. Na verdade, esse é o verdadeiro experimento, um experimento de economia libidinal. O Estado suicidário consegue fazer da revolta contra o Estado injusto, contra as autoridades que nos excluíram, o ritual de liquidação de si em nome da crença na vontade soberana e na preservação de uma liderança que deve encenar seu ritual de onipotência mesmo quando já está claro como o sol sua impotência miserável. Se o fascismo sempre foi uma contrarrevolução preventiva, não esqueçamos que sempre soube transformar a festa da revolução em um ritual inexorável de auto-imolação sacrificial. Fazer O desejo de transformação e diferença conjugar a gramática do sacrifício da auto-destruição: essa sempre foi a equação libidinal que funda o Estado suicidário.
O fascismo brasileiro e seu nome próprio, Bolsonaro, encontraram enfim uma catástrofe para chamar de sua. Ela veio sob a forma de urna pandemia que exigiria da vontade soberana e sua paranoia social compulsivamente repetida que ela fosse submetida à ação coletiva e à solidariedade genérica tendo em vista a emergência de um corpo social que não deixasse ninguém na estrada em direção ao Hades. Diante da submissão a uma exigência de autopreservação que retira da paranoia seu teatro, seus inimigos, suas perseguições e seus delírios de grandeza a escolha foi, no entanto, pelo flerte contínuo com a morte generalizada. Se ainda precisássemos de uma prova de que estamos a lidar com uma lógica fascista de governo, esta seria a prova definitiva. Não se trata de um Estado autoritário clássico que usa da violência para destruir inimigos. Trata se de um Estado suicidário de tipo fascista que só encontra sua força quando testa sua vontade diante do fim.
É claro que tal Estado se funda nessa mistura tão nossa de capitalismo e escravidão, de publicidade de coworking, de rosto jovem de desenvolvimento sustentável e indiferença assassina com a morte reduzida a efeito colateral do bom funcionamento necessário da economia. Alguns acham que estão a ouvir empresários, donos de restaurantes e publicitários quando porcos travestidos de arautos da racionalidade econômica vêm falar que pior que o medo da pandemia deve ser o medo do desemprego.
Na verdade, eles estão diante de senhores de escravos que aprenderam a falar business english. A lógica é a mesma, só que agora aplicada à toda a população. O engenho não pode parar. Se para tanto alguns escravos morrerem, bem, ninguém vai realmente criar um drama por causa disso, não é mesmo? E o que afinal significa 5.000, 10.000 mortes se estamos falando em “garantir empregos”, ou seja, em garantir que todos continuarão sendo massacrados e espoliados em ações sem sentido e sem fim enquanto trabalham nas condições as mais miseráveis e precárias possíveis?
A história do Brasil é o uso contínuo desta lógica. A novidade é que agora ela é aplicada a toda a população. Até bem pouco tempo, o país dividia seus sujeitos entre “pessoas” e “coisas”, ou seja, entre aqueles que seriam tratados como pessoas, cuja morte provocaria luto, narrativa, comoção e aqueles que seriam tratados como coisas, cuja morte é apenas um número, uma fatalidade da qual não há razão alguma para chorar. Agora, chegamos à consagração final desta lógica. A população é apenas o suprimento descartável para que o processo de acumulação e concentração não pare sob hipótese alguma.
É claro que séculos de necropolítica deram ao Estado brasileiro certas habilidades. Ele sabe que um dos segredos do jogo é fazer desaparecer os corpos. Você retira números de circulação, questiona dados, joga mortos por corona vírus em outra rubrica, abre covas em lugares invisíveis. Bolsonaro e seus amigos vindos dos porões da ditadura militar sabem como operar com essa lógica. Ou seja, a velha arte de gerir o desaparecimento que o Estado brasileiro sabe fazer tão bem. De toda forma, there is no alternative. Esse era o preço a pagar para que a economia não parasse, para que os empregos fossem garantidos. Alguém tinha que pagar pelo sacrifício. A única coisa engraçada é que sempre são os mesmos quem pagam. A verdadeira questão é outra, a saber: Quem nunca paga pelo sacrifício enquanto prega o evangelho espúrio do açoite?
Pois vejam que coisa interessante. Na República Suicidária Brasileira não há chance alguma de fazer o sistema financeiro verter seus lucros obscenos em um fundo comum para o pagamento de salários da população confinada, nem de enfim implementar o imposto constitucional sobre grandes fortunas para ter a disposição parte do dinheiro que a elite vampirizou do trabalho compulsivo dos mais pobres. Não, essas possibilidades não existem. There is no alternative: será necessário repetir mais uma vez?
Essa violência é a matriz do capitalismo brasileiro. Quem pagou a ditadura para criar aparatos de crimes contra a humanidade na qual se torturava, estuprava, assassinava fazia desaparecer cadáveres? Não estavam lá dinheiro de Itaú, Bradesco, Camargo Correa, Andrade Gutierrez, Fiesp, ou seja, todo o sistema financeiro e empresarial que hoje tem lucros garantidas pelos mesmos que veem nossas mortes como um problema menor?
Na época do fascismo histórico, o Estado suicidário mobilizava-se através de uma guerra que não podia parar. Ou seja, a guerra fascista não era uma guerra de conquista. Ela era um fim em si mesmo. Como se fosse um “movimento perpétuo, sem objeto nem alvo” cujos impasses só levam a uma aceleração cada vez maior. A ideia nazista de dominação não está ligada ao fortalecimento do Estado, mas a um movimento em movimento constante. Hannah Arendt falará da: “essência dos movimentos totalitários que só podem permanecer no poder enquanto estiverem em movimento e transmitirem movimento a tudo o que os rodeia”. Uma guerra ilimitada que significa a mobilização total de todo efetivo social, a militarização absoluta em direção a uma guerra que se torna permanente. Guerra, no entanto, cuja direção não pode ser outra que a destruição pura e simples.
Só que o Estado brasileiro nunca precisou de uma guerra porque ele sempre foi a gestão de uma guerra civil não declarada. Seu exército não serviu a outra coisa que se voltar periodicamente contra sua própria população. Esta é a terra da contrarrevolução preventiva, como dizia Florestan Fernandes. A pátria da guerra civil sem fim, dos genocídios sem nome, dos massacres sem documentos, dos processos de acumulação de capital feitos através de bala e medo contra quem se mover. Tudo isso aplaudido por um terço da população, por seus avós, seus pais, por aqueles cujos circuitos de afetos estão presos nesse desejo inconfesso do sacrifício dos outros e de si há gerações. Pobres dos que ainda acreditam que é possível dialogar com quem estaria nesse momento a aplaudir agentes da SS.
Pois alternativas existem, mas se elas forem implementadas serão outros afetos que circularão, fortalecendo aqueles que recusam tal lógica fascista, permitindo enfim que eles imaginem outro corpo social e político. Tais alternativas passam pela consolidação da solidariedade genérica que nos faz nos sentir em um sistema de mútua dependência e apoio, no qual minha vida depende da vida daqueles que sequer fazem parte do “meu grupo”, que estão no “meu lugar”, que tem as “minhas propriedades”. Esta solidariedade que se constrói nos momentos mais dramáticos lembra aos sujeitos que eles participam de um destino comum e devem se sustentar coletivamente. Algo muito diferente do: “se eu me infectar, é problema meu”. Mentira atroz, pois será, na verdade, problema do sistema coletivo de saúde, que não poderá atender outros porque precisa cuidar da irresponsabilidade de um dos membros da sociedade. Mas se a solidariedade aparece como afeto central, é a farsa neoliberal que cai, esta mesma farsa que deve repetir, como dizia Thatcher: “não há essa coisa de sociedade, há apenas indivíduos e famílias”. Só que o contágio, Margareth, o contágio é o fenômeno mais democrático e igualitário que conhecemos. Ele nos lembra, ao contrário, que não há essa coisa de indivíduo e família, há a sociedade que luta coletivamente contra a morte de todos e sente coletivamente quando um dos seus se julga viver por conta própria.
Como disse anteriormente, alternativas existem. Elas passam por suspender o pagamento da dívida pública, por taxar enfim os ricos e fornecer aos mais pobres a possibilidade de cuidar de si e dos seus, sem se preocupar em voltar vivo de um ambiente de trabalho que será foco de disseminação, que será a roleta russa da morte. Se alguém soubesse realmente fazer conta nas hostes do fascismo, ele lembraria o que acontece com um dos únicos países do mundo que recusa seguir as recomendações de combate à pandemia: ele será objeto de um cordão sanitário global, de um isolamento como foco não controlado de proliferação de uma doença da qual os outros países não querem nunca mais partilhar. Ser objeto de um cordão sanitário global deve ser realmente algo muito bom para a economia nacional.
Enquanto isto nós lutamos com todas as forças para encontrar algo que nos faça acreditar que a situação não é assim tão ruim, que tudo se trata de derrapadas e destemperos de um insano. Não, não há insanos nessa história. Esse governo é a realização necessária de nossa história de sangue, de silêncio, de esquecimento. História de corpos invisíveis e de capital sem limite. Não há insanos. Ao contrário, a lógica é muito clara e implacável. Isso só ocorre porque quando é necessário radicalizar sempre tem alguém nesse país a dizer que essa não é ainda a hora. Diante da implementação de um Estado suicidário só nos restaria uma greve geral por tempo indeterminado, uma recusa absoluta em trabalhar até que esse governo caia. Só nos restaria queimar os estabelecimentos dos “empresários” que cantam a indiferença de nossas mortes. Só nos restaria fazer a economia parar de vez utilizando todas as formas de contra-violência popular. Só nos restaria parar de sorrir, porque agora sorrir é consentir. Mas sequer um reles pedido de impeachment é assumido por quem diz fazer oposição. No que seria difícil não lembrar dessas palavras do evangelho: “Se o sal não salga, de que serve então?”. Deve servir só para nos fazer esquecer do gesto violento de recusa que deveria estar lá quando tentam nos empurrar nossa própria carne servida a frio.”
Vladimir Safatle, professor livre-docente do Departamento de Filosofia da Universidade de São Paulo, professor convidado das universidades de Paris VII, Paris VIII, Toulouse, Louvain e Stellenboch. É um dos coordenadores do Laboratório de Pesquisas em Teoria social, Filosofia e psicanálise (Latesfip/USP)
Compartilhado a partir do blog Arlindenor.com
terça-feira, 25 de fevereiro de 2020
"A carne mais barata do mercado é a carne negra"
"A carne mais barata do mercado é a carne negra" (A Carne, Elza Soares)
sábado, 30 de novembro de 2019
Censura na Fundação Palmares
O novo presidente da Fundação Palmares, o órgão responsável por promover a cultura afro-brasileira, conhecido como negro de direita, contrário ao vitimismo e ao politicamente correto (isso mesmo que leu), tem feito ataques a Marielle, Lázaro Ramos e outros artistas afrodescendentes a respeito do filme Medida Provisória onde faria ataques pessoais ao presidente Jair Bolsonaro. Vejam o texto integral:
O ator e agora diretor Lázaro Ramos captou dinheiro público na Ancine poucos meses antes da posse de Bolsonaro. E com os recursos produziu um filme (Medida Provisória) que acusa o governo de, no futuro, deportar negros de volta para a África. Ou seja, acusa Bolsonaro de usar o Estado para cometer crime de racismo!
O Brasil mudou! Doutrinação ideológica e militância esquerdopata disfarçadas de arte não mais enganarão o povo brasileiro, ou serão custeadas por ele. O filme será fracasso de bilheteria, caso chegue a estrear.
A parasitária classe artística que busque dinheiro na iniciativa privada para financiar suas canalhices e mentiras. Há outras prioridades para o dinheiro do contribuinte!
Aqui vai uma imagem na própria conta de facebook com a resenha do filme:
Entendeu? Onde está explicito que seja exatamente o governo Bolsonaro que faria uma medida provisória como esta? Além disso, a frase começando pelo adjunto adverbial de tempo dá uma mostra de imprevisibilidade no tempo exato que o presidente da Fundação Palmares deseja mostrar aos seguidores bolsonaristas, confirmar o estado de censura que vive o país e permitir que mais recursos do Ancine sejam empregados em projetos neopentecostais.
O ator e agora diretor Lázaro Ramos captou dinheiro público na Ancine poucos meses antes da posse de Bolsonaro. E com os recursos produziu um filme (Medida Provisória) que acusa o governo de, no futuro, deportar negros de volta para a África. Ou seja, acusa Bolsonaro de usar o Estado para cometer crime de racismo!
O Brasil mudou! Doutrinação ideológica e militância esquerdopata disfarçadas de arte não mais enganarão o povo brasileiro, ou serão custeadas por ele. O filme será fracasso de bilheteria, caso chegue a estrear.
A parasitária classe artística que busque dinheiro na iniciativa privada para financiar suas canalhices e mentiras. Há outras prioridades para o dinheiro do contribuinte!
Aqui vai uma imagem na própria conta de facebook com a resenha do filme:
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| Leia bem essa sinopse do filme |
Entendeu? Onde está explicito que seja exatamente o governo Bolsonaro que faria uma medida provisória como esta? Além disso, a frase começando pelo adjunto adverbial de tempo dá uma mostra de imprevisibilidade no tempo exato que o presidente da Fundação Palmares deseja mostrar aos seguidores bolsonaristas, confirmar o estado de censura que vive o país e permitir que mais recursos do Ancine sejam empregados em projetos neopentecostais.
sexta-feira, 13 de setembro de 2019
Censura na Bienal do Livro
Em sua coluna quinzenal no canal de CartaCapital, Henry Bugalho comenta sobre a tentativa de censura aos livros de temática LGBT+ durante a edição 2019 da Bienal do Livro do Rio de Janeiro. Ele também destaca a atitude do youtuber Felipe Neto, que comprou e distribuiu 14 mil livros com este tema durante o evento, evitando que fossem confiscados.
"Quando você tem um prefeito que não tem entre suas atribuições decidir o que será comercializado ou veiculado ou não, e do outro lado tem uma personalidade como Felipe Neto, que o desafia, você tem aí o reflexo da luta cultural que se desenvolveu no Brasil nos últimos anos, essa luta entre o obscurantismo, o atraso e o retrocesso a valores medievais contra valores progressistas, de inclusão, aceitação e respeito ao outro", disse.
domingo, 8 de setembro de 2019
Censura a livros da Bienal é “fato gravíssimo” e evidencia a urgência da ditadura
Executivo e judiciário cariocas se uniram para censurar a Bienal do Livro, no
Rio de Janeiro. Em Porto Alegre, foi o legislativo que se encarregou de
censurar uma exposição de cartuns políticos. O Brasil, que nunca chegou a
consolidar totalmente a democracia, vai normalizando a censura.
Para o ministro Celso de Mello, episódio resulta das “trevas que dominam o poder do Estado“. Bienal recorrerá ao STF contra decisão que permitiu busca.
(...) “mentes retrógradas e cultoras do obscurantismo e apologistas de uma sociedade distópica erigem-se, por# ilegítima autoproclamação, à inaceitável condição de "sumos sacerdotes da ética e dos padrões morais e culturais que pretendem impor, com o apoio de seus acólitos, aos cidadãos da República” (Celso de Mello)
Estamos vivendo um estado de exceção formado por fundamentalistas evangélicos (Universal, Assembleia de Deus e outras denominações neopentecostais) com o aparato policial criado por Sergio Moro, semelhante ao DOPS, DOI-CODI de antigamente, e apoio das forças armadas. A população está a merce de governantes que governam apenas às suas denominações religiosas em detrimento ao estado laico, desrespeitando por completo a Constituição.
Para o ministro Celso de Mello, episódio resulta das “trevas que dominam o poder do Estado“. Bienal recorrerá ao STF contra decisão que permitiu busca.
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| Isso aconteceu a quase 100 anos e voltará a repetir... |
(...) “mentes retrógradas e cultoras do obscurantismo e apologistas de uma sociedade distópica erigem-se, por# ilegítima autoproclamação, à inaceitável condição de "sumos sacerdotes da ética e dos padrões morais e culturais que pretendem impor, com o apoio de seus acólitos, aos cidadãos da República” (Celso de Mello)
Estamos vivendo um estado de exceção formado por fundamentalistas evangélicos (Universal, Assembleia de Deus e outras denominações neopentecostais) com o aparato policial criado por Sergio Moro, semelhante ao DOPS, DOI-CODI de antigamente, e apoio das forças armadas. A população está a merce de governantes que governam apenas às suas denominações religiosas em detrimento ao estado laico, desrespeitando por completo a Constituição.
domingo, 19 de maio de 2019
Resistindo ao fascismo (parte 4)
URGENTE: Bolsonaro publicou na tarde do dia 15 esse decreto, que saiu no
DOU do mesmo dia. O decreto estava pronto no dia 14, mas ele soltou ontem de tarde como um
recado claro contra as manifestações. Vão olhar até VIDA PREGRESSA pra
nomear pró-reitores, diretores e tudo mais nas universidades.
Decreto de ontem, publicado no DOU de hoje retira autonomia dos reitores de nomear os Pro Reitores, Diretores de centros e campus, e alguns outros cargos. Agora, esses cargos agora precisam do aval da Casa Civil ou do MEC. As designações para Reitor, Vice-Reitor, Pró-Reitores (CD-06 e CD-05) deverão ir para o Ministro de Estado Chefe da Casa Civil da Presidência da República, via MEC, uma vez que que agora possui a competência.
Os procuradores e auditores idem, assim como os demais cargos de direção (CD-04 e 03) deverão ir para o MEC.
Revoga-se a delegação de competência dos reitores conforme art. 7º, inciso II
Art. 7º As delegações de que tratam os art. 4º e art. 6º independem:
(...) II - da existência de previsão especial em sentido contrário em ato normativo infralegal;
Ficam na competência das IFES apenas as FGs, salvo novas delegações de competência
O sistema integrado de nomeações (SINC) fará pesquisa à Controladoria-Geral da União e à Agência Brasileira de Inteligência do Gabinete de Segurança Institucional da Presidência da República para verificação de vida pregressa.
O Decreto entra em vigor a partir de 25/06/2019 significa isso: DITADURA!!!!!!
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| Infelizmente vemos que é tudo verdade. |
Decreto de ontem, publicado no DOU de hoje retira autonomia dos reitores de nomear os Pro Reitores, Diretores de centros e campus, e alguns outros cargos. Agora, esses cargos agora precisam do aval da Casa Civil ou do MEC. As designações para Reitor, Vice-Reitor, Pró-Reitores (CD-06 e CD-05) deverão ir para o Ministro de Estado Chefe da Casa Civil da Presidência da República, via MEC, uma vez que que agora possui a competência.
Os procuradores e auditores idem, assim como os demais cargos de direção (CD-04 e 03) deverão ir para o MEC.
Revoga-se a delegação de competência dos reitores conforme art. 7º, inciso II
Art. 7º As delegações de que tratam os art. 4º e art. 6º independem:
(...) II - da existência de previsão especial em sentido contrário em ato normativo infralegal;
Ficam na competência das IFES apenas as FGs, salvo novas delegações de competência
O sistema integrado de nomeações (SINC) fará pesquisa à Controladoria-Geral da União e à Agência Brasileira de Inteligência do Gabinete de Segurança Institucional da Presidência da República para verificação de vida pregressa.
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| Isso ainda me diz o contrário... |
O Decreto entra em vigor a partir de 25/06/2019 significa isso: DITADURA!!!!!!
terça-feira, 23 de abril de 2019
Tempos de fascismo
Primeiro levaram os negros
Mas me importei com isso
Eu não era negro
Em seguida levaram alguns operários
Mas não me importei com isso
Eu também não era operário
Mas me importei com isso
Eu não era negro
Em seguida levaram alguns operários
Mas não me importei com isso
Eu também não era operário
Depois prenderam os miseráveis
Mas não me importei com isso
Porque eu não sou miserável
Depois agarraram uns desempregados
Mas como tenho meu emprego
Também não me importei
Agora estão me levando
Mas já é tarde.
Como eu não me importei com ninguém
Ninguém se importa comigo.
Mas não me importei com isso
Porque eu não sou miserável
Depois agarraram uns desempregados
Mas como tenho meu emprego
Também não me importei
Agora estão me levando
Mas já é tarde.
Como eu não me importei com ninguém
Ninguém se importa comigo.
Bertolt Brecht
domingo, 17 de março de 2019
Samba de Orly atualizado
“Vai meu irmão
Pega esse avião
Você tem razão
De correr assim
Desse frio
Mas beija
O meu Rio de Janeiro
Antes que um aventureiro
Lance mão
Pega esse avião
Você tem razão
De correr assim
Desse frio
Mas beija
O meu Rio de Janeiro
Antes que um aventureiro
Lance mão
Pede perdão
Pela duração (Pela omissão)*
Dessa temporada (Um tanto forçada)*
Mas não diga nada
Que me viu chorando
E pros da pesada
Diz que eu vou levando
Vê como é que anda
Aquela vida à toa
E se puder me manda
Uma notícia boa.” [1]
Pela duração (Pela omissão)*
Dessa temporada (Um tanto forçada)*
Mas não diga nada
Que me viu chorando
E pros da pesada
Diz que eu vou levando
Vê como é que anda
Aquela vida à toa
E se puder me manda
Uma notícia boa.” [1]
“Gente
é muito bom, gente deve ser o bom, tem de se cuidar, de se respeitar o
bom. Está certo dizer que estrelas estão no olhar de alguém que o amor
te elegeu pra amar. Gente viva, brilhando estrelas na noite. Gente quer
comer, que ser feliz, quer respirar ar pelo nariz. Não, meu nego, não
traia nunca essa força não, essa força que mora em seu coração. Gente
lavando roupa, amassando pão. Gente pobre arrancando a vida com a mão.
“No
coração da mata gente quer prosseguir, quer durar, quer crescer, quer
luzir. Gente é pra brilhar, não pra morrer de fome. Gente deste planeta
do céu de anil. Gente, não entendo. Gente nada nos viu. Gente espelho de
estrelas, reflexo do esplendor. Se as estrelas são tantas, só mesmo o
amor. Gente espelho da vida, doce mistério.
“Vida, doce mistério…” [2]
[1] BUARQUE, Chico, TOQUINHO e MORAES, Vinicius de, “Samba de Orly” (versos originais vetados pela censura). [2] VELOSO, Caetano, “Gente”.
quarta-feira, 3 de outubro de 2018
Resistindo ao fascismo
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| Meninos sem Pátria, de Luiz Puntel |
Hoje fiquei sabendo que o Colégio Santo Agostinho deixou de utilizar o livro “Meninos sem Pátria”, de Luiz Puntel, por conta da pressão de pais de alunos acusando que a obra defendia posições de esquerda. O livro foi baseado na história da minha família, em que meus pais, com 7 filhos pequenos, tiveram que fugir da ditadura brasileira e chilena para sobreviverem.
Sem ser uma obra de objetivos políticos ou ideológicos, a história defende a democracia e relata o sofrimento das pessoas que foram perseguidas pelas ditaduras militares, apenas pelo que pensavam. Estamos vivendo momentos tenebrosos com pessoas defendendo este período nefasto da nossa história, inclusive um candidato a presidente.
Não nos dobraram antes, não irão nos dobrar agora!
A vida é feita de lutas!
Democracia sempre!!!
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