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quarta-feira, 9 de junho de 2021

Escute, Zé NInguém!


Escute, Zé Ninguém!
 é a obra mais "popular" de Wilhelm Reich, em que ele mostra o que o homem comum faz a si mesmo: como sofre, como se revolta, como homenageia seus inimigos e mata seus amigos, como sempre que conquista o poder em "nome do povo" ele o utiliza mal e transforma em algo mais cruel do que a tirania à qual estava subjugado anteriormente, nas mãos da elite.

"És "livre" apenas num sentido; livre da educação que te permitiria conduzires a tua vidacomo te aprouvesse, acima da autocrítica."

quarta-feira, 2 de setembro de 2020

Resenha de livros Setembro '20 - O fascismo sob o olhar de Jack London

Capa da versão portuguesa.
EUA, início do século XX. Uma ditadura oligárquica – o Tacão de Ferro – ascende ao poder. Subjuga o país durante trezentos anos, esmagando dissidentes e fazendo dos tribunais, da imprensa e dos políticos os seus fantoches. Divide para reinar e controla toda a sociedade, condenando o povo à miséria. O Tacão de Ferro (1908), manuscrito da época, descoberto e anotado pelo historiador Anthony Meredith no século XXVII, é a crónica da sangrenta revolução das massas, do «povo do abismo», e da sua repressão implacável, escrita por Avis Everhard, mulher de um cabecilha da resistência. Clássico da revolta e da insurreição, este livro visionário é uma das principais distopias políticas do século XX, e a imagem da poderosa bota que se abate sobre a humanidade, para a esmagar, ficaria indelevelmente gravada em 1984, de George Orwell.

"Esmagaremos todos os revolucionários com o nosso tacão, e espezinhá-los-emos. Somos os senhores do mundo: o mundo é nosso e continuará a ser nosso. Quanto às hostes dos trabalhadores, vivem na lama desde o início da história. Continuarão na lama enquanto detivermos o poder. É essa a palavra. É a rainha das palavras: poder. Não Deus, nem dinheiro, mas poder."

sábado, 30 de maio de 2020

Boas notícias. O curador bolsofascista pediu pra sair

Caros escritores e escritoras, a CBL aceitou, como todos sabem, o pedido de demissão do curador do Prêmio Jabuti. Agradeço a todos e todas pelo apoio, seguimos, em frente. Não há mais espaço para a falta de sensibilidade. Atenciosamente, Afonso Borges. A. Leiam aqui um resumo: https://bit.ly/3gprxHw

Uma vitória da cultura, continuaremos na luta.

segunda-feira, 25 de maio de 2020

Abaixo-assinado pede saída de curador negacionista do Prêmio Jabuti

Do jornalista Afonso Borges no site Change.org.

Pedro Almeida (negacionista)
Nós, escritores, editores, jornalistas e profissionais do livro abaixo-assinados, manifestamos nossa indignação com as declarações do presidente do conselho curador do Prêmio Jabuti, Pedro Almeida, publicadas no domingo 24 de maio em sua página no Facebook, que negam os riscos relacionados à Covid-19 e questionam a gravidade da doença e a mortalidade por ela provocada, além de colocar em dúvida a necessidade do isolamento social para debelar a crise.
Mais importante prêmio literário brasileiro, o Prêmio Jabuti é um patrimônio cultural e científico de todos os intelectuais e profissionais do livro do país e tem um compromisso inegociável com a ciência, a responsabilidade social e o combate à disseminação de notícias falsas.
O posicionamento de Pedro Almeida é incompatível com a responsabilidade do curador de um prêmio que celebra a produção científica brasileira, bem como a obra de escritoras e escritores que hoje se encontram vulneráveis à Covid-19. Além de irresponsáveis, tais palavras desonram nomes como o do escritor Sérgio Sant'Anna, vencedor do Jabuti, que morreu de Covid-19, bem como do cronista Aldir Blanc, do tradutor Fernando Py, da tradutora Olga Savary e de outros grandes intelectuais brasileiros cuja memória as declarações de Pedro Almeida desrespeitam.
Prêmio Jabuti 2020
Nós, abaixo-assinados, entre os quais há muitos vencedores do Prêmio Jabuti, o declaramos moralmente desautorizado para o cargo e aguardamos uma resposta imediata da Câmara Brasileira do Livro.

domingo, 5 de abril de 2020

Minha singela contribuição pro “panelaço sabadão no Itaim”!

Recentemente no último sábado a jornalista Barbara Gancia, durante o último panelaço, declamou um poema usando seu megafone recém comprado causando revolta aos moradores bolsonazistas moradores no Itaim, em São Paulo.

Deve ser cantado segundo a melodia de “É coisa nossa”, de Silvio Santos.

Em seu twitter, a jornalista denuncia a perseguição feita pelas falanges bolsonazistas: 

Pessoal, praticamente minha rua inteira quer promover meu linchamento.
Neste exato momento eles estão lá fora gritando: "Bolsonaro! Bolsonaro!"; "Sai fora, sua velha FDP!" e "Cala a boca, Barbara Gancia!" Explico: fiz um poema cantado super bonitinho e recitei no Panelaço de hj.

Se eu morrer até o fim da quarentena, saibam que fui eu que incentivei minha própria matança. (megafone de 600m de alcance!) Terá sido por uma causa nobre...

(do twitter @barbaragancia em 4 de abril de 2020)

quarta-feira, 22 de janeiro de 2020

O Inferno de Hitler

De "O Inferno de Hitler" via Marcia Tigani

"Nos campos de concentração nazistas, oficiais alemães trancavam prisioneiros em salas que eram infestadas de pesticida. As câmaras não foram o primeiro método de extermínio em massa usado pela Alemanha. Até 1941, oficiais da SS (a polícia militar de Hitler) eliminavam pequenos grupos de prisioneiros em caminhões de transporte, trancando-os em caçambas seladas que recebiam monóxido de carbono do escapamento. A técnica foi adaptada a salas trancadas e logo a fumaça de caminhão foi trocada por pesticida, mais barato e eficiente. A primeira aplicação em humanos rolou em agosto de 1941. As vítimas foram um grupo de prisioneiros russos. Para não serem acusados de crime de guerra, os alemães deixaram de enterrar os corpos em valas comuns e passaram a queimá-los. Indústria da morte. O extermínio nas câmaras de gás era rápido, eficiente e não deixava vestígios (Alexandre Jubran/Mundo Estranho).

1. Último banho Idosos, crianças, pessoas doentes ou com limitações físicas não serviam para o trabalho nos campos de concentração e eram encaminhados para execução. A fim de evitar o pânico, soldados e médicos diziam aos prisioneiros que eles passariam por um banho e receberiam roupas limpas para se juntar a amigos e familiares.

2. Terrível contra os humanos. O Zyklon B era usado principalmente para eliminar piolhos e insetos dos presos. Em Auschwitz, o maior campo de concentração nazista, apenas 5% da remessa do produto era usada nas câmaras de gás. Para não desesperar as vítimas, o veneno foi manipulado quimicamente para não emitir odor.

3. Dando um gás. Equipamentos para ativação e exaustão do gás eram instalados em salas ao lado das câmaras. O Zyklon era colocado em um compartimento de metal para ser aquecido e gerar vapor. Após 30 minutos de queima, com todos nas câmaras já mortos, os exaustores sugavam o gás, permitindo a retirada dos corpos.

4. Agonia coletiva. As câmaras de Auschwitz comportavam 800 pessoas – se houvesse lotação, quem sobrava era executado a tiros na hora. Quando o veneno começava a fazer efeito, as pessoas se distanciavam das saídas de gás e se amontoavam nas portas. Crianças e idosos eram esmagados por causa do pânico geral.

5. Arquitetura da destruição. As câmaras, geralmente construídas no subsolo, eram interligadas para facilitar o fluxo e a retirada dos corpos. Os sonderkommando, prisioneiros encarregados de auxiliar no processo de extermínio, ficavam alojados no mesmo piso das câmaras e isolados dos demais trabalhadores.

6. Nuvem letal. O gás venenoso, baseado em cianeto de hidrogênio, interferia na respiração celular, tornando as vítimas carentes de oxigênio. O resultado era morte por sufocamento após crises convulsivas, sangramento e perda das funções fisiológicas. A morte era lenta e dolorida. Em média, da inalação ao óbito, o processo durava 20 minutos

7. De volta ao pó. Os sonderkommando limpavam as câmaras. Eles verificavam a arcada dentária, em busca de dentes de ouro e objetos de valor, como joias escondidas na boca das vítimas. Depois, queimavam os corpos em fornos gigantes para eliminar qualquer vestígio do processo de extermínio."

Fontes: Five Chimneys: The Story of Auschwitz, de Olga Lengyel; Eyewitness Auschwitz: Three years in the Gas Chambers, de Flip Müller; e Inside de GasChambers: Eight Months in the Sonderkommando of Auschwitz, de Shlomo Venezia; holocaustresearchproject.org

domingo, 29 de dezembro de 2019

Lançamento da biografia sobre o (pseudo) guru do bolsonarismo

Em sua última postagem de 2019, a Raposa Preppie compra a briga a favor da filha do (pseudo) filósofo Olavo de Carvalho, Heloisa de Carvalho; do escritor Henry Bugalho. A pretenção do blog é dar prosseguimento a luta do progressismo contra um sistema espulio projetado para empobrecer a população como aconteceu no Chile, a favor de uma minoria de banqueiros, tecnocratas e oligarcas que mergulhou o país num retrocesso obscurantista recheado de pseudoteorias terraplanistas, fake news e psicopatismo fascista como o integralismo que ressurgiu das trevas.

Segue a resenha do livro no site da Kotter Editorial (link do site abaixo) mais a descrição do programa do canal TV247.

O livro
Em poucos anos, Olavo de Carvalho, figura obscura, sem projeção e sem qualquer reconhecimento acadêmico, passa a ocupar o centro do poder político brasileiro.

Considerado o guru ideológico do governo Bolsonaro, é responsável pela indicação de pelo menos dois ministros e vem sendo o mentor intelectual de vários ocupantes de cargos na administração e na política. Olavo simboliza hoje os contraditórios valores conservadores brasileiros e, no passo disto, instiga algumas das mais destrutivas estratégias na guerra cultural que ele e seus discípulos empreendem.

Através do olhar incisivo de Heloisa de Carvalho, a filha mais velha deste guru e testemunha ocular destes relatos, a faceta sombria e controversa de Olavo, que ele tanto tentou ocultar, se expõe: seus vínculos com escandalosas seitas esotéricas, sua vida errática e desregrada, o grave abandono intelectual dos filhos, e toda uma trajetória pessoal e profissional centrada no culto à própria personalidade que, contra todas as expectativas e quase que desafiando a lógica, tornou-se uma incontornável referência intelectual da chamada “Nova Direita” do país.

Um novo que aponta para o passado – para a longínqua Idade Média -, concorrendo para o retrocesso dos avanços sociais a tão alto custo conquistados pelo povo. Esperamos que as revelações biográficas de Heloísa sejam uma gota no oceano da necessária frenagem da difusão e defesa dessas ideias torpes e contraditórias. Não nos importa o homem, mas sua trajetória tem a ver com suas ideias e suas práticas, daí a importância da leitura desse livro.

Entrevista a Henry Bugalho e Heloisa de Carvalho na TV247

Henry Bugalho e Heloisa de Carvalho falam sobre o livro que será lançado pela parceria da Editora 247 com a Kotter Editorial no início de 2020. A filha de Olavo, Heloisa conta agora um passado que ele tenta esconder. Segundo Bugalho, o livro revela "vínculos com escandalosas seitas esotéricas, sua vida errática e desregrada, o grave abandono intelectual dos filhos, e toda uma trajetória pessoal e profissional centrada no culto à própria personalidade que, contra todas as expectativas e quase que desafiando a lógica, tornou-se uma incontornável referência intelectual da chamada 'Nova Direita' do país".


Se você quiser adquirir o livro na pré-venda, com desconto, clique aqui.

Essa luta não é só da filha desse embuste, ou até do canal TV247. Mas de todos os que sigam a verdade, de todos que estão vexados de tudo o que está acontecendo nesse país, com esse fascismo, roubalheira, corrupção e ódio instalado na população que emergiu nessa onda de conservadorismo moralismo.

sexta-feira, 27 de dezembro de 2019

Para entender o nazi-fascismo

O texto de hoje é retirado da reportagem da UOL de 27/12/19 sob o título: Integralistas: o que é grupo citado por supostos autores de ataque ao Porta dos Fundos de Marcelo Oliveira, leiam e entendam:


Revista Anauê!

"A Ação Integralista Brasileira foi um movimento político brasileiro ultranacionalista, conservador e de extrema-direita fundado pelo jornalista e escritor Plínio Salgado, em outubro de 1932, cujo lema era "Deus, pátria e família".

Conhecidos como camisas-verdes, os integralistas usavam um uniforme verde-escuro em suas demonstrações e faziam uma saudação com a mão direita para cima, semelhante aos fascistas e nazistas, usando o grito de guerra "anauê", expressão supostamente oriunda do Tupi, que significaria "você é meu irmão".


Cartaz do movimento integralista.

Os integralistas afirmavam ser contrários ao comunismo e ao socialismo e, apesar de ser de direita, o integralismo é contrário ao liberalismo econômico. O símbolo do integralismo traz a letra grega sigma, cujo significado é a soma dos valores.

Em 1937, com a implantação do Estado Novo por Getúlio Vargas, todos os partidos políticos foram proibidos. Em resposta, em maio de 1938, um grupo de 80 integralistas tentou atacar o Palácio Guanabara, no que ficou conhecido como Levante Integralista. Salgado foi exilado em Portugal.


Plínio Salgado em 1958

Em 1945, na Assembleia Constituinte, os integralistas se reagruparam no Partido de Representação Popular (PRP), extinto pela ditadura militar, em 1966." (Fonte: UOL)

domingo, 15 de dezembro de 2019

Fascismo de nossos dias

Acionada, a Polícia Militar não abordou nazista.
Um homem, ainda não identificado aparece em público, num restaurante em Unaí, Minas Gerais, portando uma suástica. A polícia foi acionada mas chegando ao local, se negou a abordar a aberraçäo. Possivelmente é alguém conhecido da região e muito poderoso, talvez militar de alta patente.

As portas do inferno estão se abrindo.
Ou nós reagimos agora ou logo será tarde demais.

sábado, 30 de novembro de 2019

Censura na Fundação Palmares

O novo presidente da Fundação Palmares, o órgão responsável por promover a cultura afro-brasileira, conhecido como negro de direita, contrário ao vitimismo e ao politicamente correto (isso mesmo que leu), tem feito ataques a Marielle, Lázaro Ramos e outros artistas afrodescendentes a respeito do filme Medida Provisória onde faria ataques pessoais ao presidente Jair Bolsonaro. Vejam o texto integral:

O ator e agora diretor Lázaro Ramos captou dinheiro público na Ancine poucos meses antes da posse de Bolsonaro. E com os recursos produziu um filme (Medida Provisória) que acusa o governo de, no futuro, deportar negros de volta para a África. Ou seja, acusa Bolsonaro de usar o Estado para cometer crime de racismo! 

O Brasil mudou! Doutrinação ideológica e militância esquerdopata disfarçadas de arte não mais enganarão o povo brasileiro, ou serão custeadas por ele. O filme será fracasso de bilheteria, caso chegue a estrear.


A parasitária classe artística que busque dinheiro na iniciativa privada para financiar suas canalhices e mentiras. Há outras prioridades para o dinheiro do contribuinte!


Aqui vai uma imagem na própria conta de facebook com a resenha do filme:

Leia bem essa sinopse do filme

Entendeu? Onde está explicito que seja exatamente o governo Bolsonaro que faria uma medida provisória como esta? Além disso, a frase começando pelo adjunto adverbial de tempo dá uma mostra de imprevisibilidade no tempo exato que o presidente da Fundação Palmares deseja mostrar aos seguidores bolsonaristas, confirmar o estado de censura que vive o país e permitir que mais recursos do Ancine sejam empregados em projetos neopentecostais.

domingo, 19 de maio de 2019

Resistindo ao fascismo (parte 4)

URGENTE: Bolsonaro publicou na tarde do dia 15 esse decreto, que saiu no DOU do mesmo dia. O decreto estava pronto no dia 14, mas ele soltou ontem de tarde como um recado claro contra as manifestações. Vão olhar até VIDA PREGRESSA pra nomear pró-reitores, diretores e tudo mais nas universidades.

Infelizmente vemos que é tudo verdade.
 
Decreto de ontem, publicado no DOU de hoje retira autonomia dos reitores de nomear os Pro Reitores, Diretores de centros e campus, e alguns outros cargos. Agora, esses cargos agora precisam do aval da Casa Civil ou do MEC. As designações para Reitor, Vice-Reitor, Pró-Reitores (CD-06 e CD-05) deverão ir para o Ministro de Estado Chefe da Casa Civil da Presidência da República, via MEC, uma vez que que agora possui a competência.

Os procuradores e auditores idem, assim como os demais cargos de direção (CD-04 e 03) deverão ir para o MEC.

Revoga-se a delegação de competência dos reitores conforme art. 7º, inciso II

Art. 7º As delegações de que tratam os art. 4º e art. 6º independem:
(...) II - da existência de previsão especial em sentido contrário em ato normativo infralegal;
Ficam na competência das IFES apenas as FGs, salvo novas delegações de competência
O sistema integrado de nomeações (SINC) fará pesquisa à Controladoria-Geral da União e à Agência Brasileira de Inteligência do Gabinete de Segurança Institucional da Presidência da República para verificação de vida pregressa.

Isso ainda me diz o contrário...

O Decreto entra em vigor a partir de 25/06/2019 significa isso: DITADURA!!!!!!

Resistindo ao fascismo (parte 3)

Agora virou moda um bando de ignorantes e iletrados atacar os estudantes, as universidades e a produção do conhecimento. Vivemos a era do ódio à intelectualidade. É sempre bom lembrar, porém, que o maior traço de estupidez é a arrogância gerada pela ignorância sobre própria ignorância. Essa gente se acha esperta, culta. Não se enxerga... A foto abaixo ilustra bem isso.

Patricinha protestando contra a educação.

terça-feira, 23 de abril de 2019

Tempos de fascismo

Primeiro levaram os negros
Mas me importei com isso
Eu não era negro


Em seguida levaram alguns operários
Mas não me importei com isso
Eu também não era operário


Depois prenderam os miseráveis
Mas não me importei com isso
Porque eu não sou miserável


Depois agarraram uns desempregados
Mas como tenho meu emprego
Também não me importei


Agora estão me levando
Mas já é tarde.
Como eu não me importei com ninguém
Ninguém se importa comigo.


Bertolt Brecht